Sindicalistas querem 6% do PIB em educação

Os participantes do 4.º Congresso da Internacional de Educação (IE) reafirmaram, pelas resoluções aprovadas no encerramento do evento, nesta segunda-feira, a disposição dos sindicalistas de todo o mundo de lutar para convencer seus governos a investirem 6% do Produto Interno Bruto de cada país em educação.Também definiram a continuidade da cooperação com o Banco Mundial para colocar todas as crianças do mundo na escola até 2015, incluindo um esforço para tornar o acesso à escola igual para meninos e meninas. E insistiram na defesa do ensino público e gratuito, de projetos de qualificação dos professores e de salários dignos e direito àsindicalização.O novo presidente da Internacional de Educação, o sul-africano Thulas Nxesi, empossado ao final do evento no lugar da norte-americana Mary Hatwood Futrell, destacou a resolução que leva os sindicatos a entrarem na luta contra a aids, um problema que é ainda mais grave no continente africano, onde milhares de professores estãoinfectados e convivem com alunos portadores do HIV.?Temos que apoiar os educadores, falar contra o preconceito, tentar interromper essa pandemia e não podemos falhar?, discursou Nxesi.Em meio a recomendações aplicáveis a todos os lugares, que os 1,4 mil sindicalistas de 150 países se comprometem a levar às suas bases como orientação de ação para os próximos três anos, diversos temas específicos também chamaram a atenção dos participantes e foram parar nas resoluções.Entre eles está a paz no Oriente Médio, reafirmada como objetivo da IE, com resolução redigida em conjunto por professores da Palestina e de Israel, e também no Nepal, onde 160 professores foram assassinados nos últimos anos em meio à disputa política local.O próximo congresso da IE está previsto para 2007. O local não está definido, mas, pelo rodízio entre continentes, deverá ser num país europeu.

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