Simulações globais

Competições são atalho para estudantes que querem arbitrar conflitos em cortes internacionais

Elida Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2009 | 08h21

Cidadãos globalizados capazes de arbitrar conflitos em um mundo de nações cada vez mais interdependentes, que movimenta US$ 15,8 trilhões por ano em transações comerciais. É esse o perfil dos sonhos de muitos alunos de Direito. Mediar conflitos entre empresas, países (ou ambos) requer visão internacional e bagagem cultural e técnica para sustentar argumentações em tribunais e cortes internacionais. Os brasileiros podem se dar bem nessa disputa? Gisela Mation, de 22 anos, estudante do 5º ano da Direito-GV, acredita que sim. "O nosso improviso, carisma e jogo de cintura são muito úteis", afirma.   Gisela participou por dois anos consecutivos da Competição sobre Mediação Comercial Internacional, promovida pela Câmara de Comércio Internacional (ICC), em Paris, aberta a estudantes de todo o mundo. No ano passado, a equipe dela ficou em 1º lugar, vencendo até a equipe de Harvard. Como prêmio, Gisele ganhou um estágio na ICC e deu suporte a casos envolvendo países da América Latina, Portugal e Espanha. "Com a globalização, os conflitos não ficam restritos a territórios."   Confira o site de algumas competições:   Jessup (Competição da Corte Internacional de Justiça: julgamento de um caso hipotético)   CCI (Corte internacional de arbitragem comercial)   Elsa (Competição da Organização Mundial do Comércio)   The Jean-Pictet Competition (Resoluções de defesa de direitos humanos, baseadas em cenário fictício, mas realista, de conflito armado)   Willem C. Vis (Disputas comerciais internacionais para o treinamento dos líderes do Direito de amanhã)   Mestrando na Academia de Direito Internacional Humanitário de Genebra, Diego Vasconcelos Neto, de 26 anos, acredita que competições são o melhor caminho para ganhar bagagem nessa arena global. Ele participou de várias simulações de cortes internacionais quando fazia Direito na UFMG. "A vitória na Concours Pictet, na Suíça, e na Olympiad Youth for Peace, na Bielorússia, foram decisivas para eu ganhar a bolsa."   Na Faap, 400 alunos do ensino médio simulam o dia a dia de organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), no Fórum Faap Juris. Luiz Vannuzini Ferrer, de 17 anos, já participou duas vezes. "O fórum me mostra que há coisas além da escola e ajuda a compreender como são tomadas as decisões em órgãos como a OMC."

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