Servidores da USP mantêm greve e fazem novo ato nesta 3ª

Manifestação é considerada o 'dia D' para o movimento; ato será em frente à reitoria

Carlos Lordelo, Estadão.edu

07 Junho 2010 | 14h27

Os servidores grevistas da Universidade de São Paulo (USP) decidiram nesta segunda-feira manter a paralisação, que já dura 34 dias. Em assembleia, cerca de 150 funcionários também aprovaram a realização de um novo ato na manhã desta quarta-feira, para pressionar a reitoria pela reabertura das negociações.

 

Segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP Neli Wada, será um "dia de luta" para a categoria. "Os  trabalhadores irão resgatar a sua cidadania amanhã. Vamos fincar o pé na porta dessa reitoria para dizer ao (reitor João Grandino) Rodas que esta universidade não vai ficar sem freios", disse. Outros movimentos sindicais e populares devem participar do ato, marcado para as 8 horas.

 

"Amanhã será o dia D do nosso movimento", afirmou o também diretor do Sintusp Magno de Carvalho. "Não há outra saída a não ser radicalizar a greve, e isso nós vamos fazer." Os funcionários já bloquearam o acesso a sete prédios da universidade.

 

Ao fim da assembleia, pequenos grupos de servidores discutiam a possibilidade e viabilidade de ocupar o prédio da reitoria da USP, que está fechado pelos grevistas desde o dia 25 de maio.

 

Negociação

 

Os funcionários da USP, Unicamp e Unesp estão em greve porque, segundo eles, o governo "quebrou a isonomia" ao ter reajustado em 6% os salários dos docentes, sem estender o aumento aos servidores.

 

Após o início da paralisação, o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) deu aumento de 6,57% aos servidores técnicos e administrativos, mas o professores também receberam o reajuste. Desde então, estão suspensas as negociações com o Fórum das Seis, entidade que reúne os sindicatos de funcionários e professores das três universidades e do Centro Paula Souza.

 

Na última terça-feira, uma comissão nomeada pelo reitor da USP apresentou proposta de acordo, que foi rejeitada por representantes do Sintusp. Em assembleia, os funcionários deliberaram pela radicalização do movimento.

 

Segundo o sindicato, a reitoria descontou os dias não trabalhados nos salários de cerca de mil funcionários, principalmente da prefeitura do câmpus e da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas).

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