Serviço da dívida poderia ir para educação, diz Tarso

O ministro da Educação, Tarso Genro, afirmou que há um consenso entre seus colegas do Mercosul de que é necessário atrair novos recursos para a educação. Tarso abriu, nesta sexta-feira, a 27ª Reunião de Ministros de Educação do Mercosul, que, além dos quatro países do bloco (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), conta também com representantes da Bolívia e Chile.O ministro disse que uma das alternativas para aumentar os recursos para a educação seria utilizar parte do serviço da dívida dos países para projetos no setor. Tarso esclareceu que a idéia é, por enquanto, apenas um "enunciado político" e precisaria ser negociada entre países devedores e credores ou entre governos e as agências de financiamento. Como um exemplo favorável nesse sentido, Tarso citou o fato de o presidente da Espanha, José Rodríguez Zapatero, ter anunciado que seu país está disposto a trocar com a Argentina parte do serviço da dívida por investimento direto em educação. O ministro também comentou o andamento do projeto de controle digital da freqüência nas escolas. Ele disse que até março deverão ser testados protótipos dos equipamentos em algumas cidades. No encontro de representantes da educação do Mercosul, os participantes discutem o reconhecimento de diplomas, a duração do ensino fundamental e a publicação de livros comuns, entre outros temas. Tarso reiterou a posição do MEC favorável à ampliação de oito para nove anos do ensino fundamental no Brasil, o que só será feito após negociação com os Estados e municípios. A idéia do governo é realizar a mudança de forma gradativa.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2004 | 16h20

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