Seminário em São Paulo une música e inclusão

Os projetos buscam criar, por meio da arte, a noção de cidadania nos adolescentes

Mariana Mandelli, de O Estado de S. Paulo,

09 Novembro 2009 | 13h56

A música como intrumento de socialização é tema do Seminário Ibero-Americano de Educação Musical e Inclusão Social, que acontece de hoje a 12 de novembro no Teatro Anchieta, no SESC Consolação.

 

O seminário reúne especialistas e os principais projetos da América Latina que têm propostas socioculturais que relacionam música e inclusão, como o Batuta (Colômbia), Escola Olodum (Brasil) e Sonidos de la Tierra (Paraguai). "A música é direito humano e ferramenta de intervenção social", afirma a argentina Violeta Gainza, precursora de estudos em pedagogia musical no continente, que estará no seminário.

 

Jovens do programa Guri Santa Marcelina e o regente Ricardo Appezzato. Valéria Gonçalvez/AE

 

Os projetos buscam criar, por meio da arte, a noção de cidadania nos adolescentes. "Se esses jovens não se tornarem músicos profissionais, serão no mínimo cidadãos melhores", afirma Giuliana Frozoni, gestora do Programa Guri Santa Marcelina, que atende cerca de 7 mil crianças e adolescentes, entre 6 e 18 anos.

 

Para a professora Marisa Fonterrada, do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a música, como atividade social, integra os jovens excluídos. "Eles aprendem a se organizar e a respeitar e prestar atenção no outro."

 

O seminário é aberto ao público. As inscrições podem ser feitas pelos sites www.sescsp.org.br ou http://seminarioiberoamericano.wordpress.com.

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