Sem PM no câmpus, grevistas suspendem piquetes

Reunião às 14 horas na reitoria vai discutir reivindicações dos trabalhadores; trégua será apenas durante as negociações

Ana Bizzotto e Elida Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

22 Junho 2009 | 13h55

O câmpus da Universidade de São Paulo (USP) amanheceu nesta segunda-feira sem a presença da Polícia Militar. Em contrapartida, os funcionários em greve desde 5 de maio suspenderam temporariamente os piquetes para a reunião que ocorrerá às 14 horas na reitoria da universidade para discutir a pauta conjunta de reivindicações dos grevistas. O compromisso firmado entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) garantiu a trégua, mas apenas durante as negociações.     A assessoria de imprensa da USP informou que há uma disposição da universidade e do Cruesp para que a PM não volte, mas isso "dependerá dos próximos acontecimentos". De acordo com o dirigente do Sintusp, Magno de Carvalho, os piquetes serão mantidos nos dias em que não houver negociação. "Estamos dispostos a negociar. Mas, se a polícia estiver no câmpus, não há negociação", disse. "Queremos que a negociação avance porque, se não houver avanço, a radicalização será maior ainda", alertou.     A concentração de grevistas das três estaduais começou ao meio-dia em frente à reitoria. Cerca de 600 pessoas estão no local para aguardar o início da reunião.     Veja também:    Reitora propõe tirar PM do câmpus em troca do fim dos piquetes    ''Greve da greve'' termina em bate-boca e empurrão na USP    Galeria de imagens do confronto na USP    Assista à vídeo sobre o conflito na universidade   Mais notícias sobre educação    Blog do Ponto Edu     Para entreter os trabalhadores presentes, o  Sintusp organizou uma festa junina, com barraca de palhaço, quentão, pipoca e churrasco. A expectativa dos grevistas é positiva. "Acho que teremos notícias favoráveis. O momento está para os trabalhadores", afirma o diretor do Sintusp de Piracicaba, Ony Rodrigues de Campos. De acordo com Alexandre Pariol, do Sintusp do câmpus do Butantã, são aguardadas cerca de oito mil pessoas. "Estamos otimistas. A reitora ofereceu negociação, tirou a polícia e nós tiramos o piquete. Todas as condições estão dadas."     O resultado da reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis, que agrega os sindicatos de professores e funcionários, será discutido pelo Sintusp em assembleia amanhã, às 11 horas, quando eles decidirão se vão acatar a proposta do Cruesp. 

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