Sem licitação, contrato do Enem prevê gastos de R$ 372 milhões

Segundo o MEC, valor está apenas reservado no orçamento e prevê a realização de duas ou mais edições do exame

Estadão.edu

10 Agosto 2011 | 12h07

As edições do Enem realizadas nos próximos 12 meses vão custar aproximadamente R$ 372 milhões. O extrato de dispensa de licitação para o serviço de aplicação da prova foi publicado nesta quarta-feira, 10, no Diário Oficial da União.

 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao MEC responsável pelo Enem, contratou a Fundação Universidade de Brasília (FUB) para o trabalho.

 

O valor exato do contrato é de R$ 372.479.758,08. Com esse valor, daria para realizar três edições do Enem, já que a prova do ano passado custou cerca de R$ 128 milhões.

 

Segundo o MEC, trata-se de uma reserva de dinheiro no orçamento que pode ou não ser gasto no período de um ano. Depende de quantas edições do Enem serão realizadas no período. Por enquanto, apenas duas estão confirmadas: uma nos dias 22 e 23 de outubro e outra em 28 e 29 de abril de 2012.

 

O objeto do contrato com a FUB é a "prestação de serviços especializados para a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio, podendo ocorrer duas ou mais edições em cada 12 meses, conforme condições e especificações contidas no Projeto Básico".

 

Itens. O Inep está investindo outros R$ 100 milhões para instituições públicas de ensino superior ajudarem na elaboração de questões do Enem. Antes, os itens eram feitos por professores ou especialistas contratados diretamente para a tarefa. Aumentar o Banco Nacional de Itens (BNI) permitirá, segundo o governo, aumentar a escala e o alcance do exame, com a realização de pelo menos duas edições anuais e, no futuro, a informatização das provas.

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