Divulgação
Divulgação

'Sem educar não se avança', diz novo ministro da Educação

Renato Janine Ribeiro usou rede social para comentar nomeação ao MInistério, nesta sexta-feira; "espero que a educação constitua um destes pontos que permitam unir o País'"

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

28 Março 2015 | 13h02

Novo ministro da Educação, o filósofo Renato Renato Janine Ribeiro usou sua página em uma rede social para comentar a nomeação, anunciada nesta sexta-feira, 27, pelo Planalto. "Por enquanto, agradeço a todos! E espero que a educação constitua um destes pontos que permitam unir o País, gente de um lado ou de outro mas que sabe que sem educar não se avança".

Ribeiro, que é professor de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP), disse que recebeu o convite em uma ligação do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que o chamou para Brasília discutir o cargo. "Aceitei. Cancelei alguns compromissos - um deles seria participar da performance, longa mas que deve ser fascinante, da Marina Abramovic no Sesc. Fui recebido por ele e pela presidenta, com quem tive longa conversa", escreveu em seu Facebook. O ministro foi anunciado dias depois de Cid Gomes ter deixado o cargo, após discutir com parlamentares da Câmara dos Deputados. 

Além de ter 45 anos de carreira na USP, Ribeiro já foi diretor de avaliação da Capes, órgão responsável pela pós-graduação no País. À frente do Ministério, ele terá como principal desafio a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE), segundo especialistas ouvidos pelo Estado. O plano foi sancionado no ano passado e impõe metas que devem ser atingidas até 2024. Outro desafio é a diminuição orçamentária na pasta, que já tem causado reclamações de instituições privadas, que neste ano reclamaram de atrasos nos repasses ao financiamento estudantil (Fies) e ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Empreg (Pronatec).

"O PNE depende de liderança muito forte da União. O Renato vai ter esse desafio de colocá-lo em vigor. Vai ser necessário que ele tenha capacidade de convocar governadores e prefeitos, a sociedade civil que participou da formulação do plano, além de convocar parlamentares para uma mesa de negociação de construção do plano", disse Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. 

Para Cara, a nomeação mostra que uma estratégia positiva da presidente Dilma. "São caminhos diferentes em que a presidente começa a acertar". O senador Cristovão Buarque, ex- ministro da Educação, em rede social, é da mesma opinião. "Trata-se de um dos melhores filósofos do Brasil, e mostra que a Presidente Dilma não colocou outra vez o MEC entre as pastas sujeitas a negociações partidárias, nem se submeteu às exigências das corporações universitárias".

A presidente da  União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime),  Cleuza Repulho, classificou a nomeação como "altamente técnica". Para ela, o novo ministro deve ficar próximo à presidente, mas com autonomia. "A principal pauta é a regulamentação do PNE. Ele vai precisar transitar bem no legislativo", disse. 

Para o secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), Gustavo Balduino, a impressão da nomeação é positiva, já que o novo ministro já tem familiaridade com o tema. "Ele terá de cumprir o programa de educação que foi eleito junto com a presidente Dilma. Isto significar colocar em execução, no nosso caso, a consolidação da expansão das universades federais. É preciso dar andamento ao que já foi iniciado no ano passado: consolidação de novos cursos, sobretudo medicina, contratação de novos professores para cursos já em andamento".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.