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Sem editais abertos, concurseiros devem ajustar os planos

Para a coach Patricia Schuindt, candidatos a concursos devem ter propósito bem definido para passar por momento de espera pela abertura de oportunidades

Entrevista com

Patricia Schuindt

Ocimara Balmant, Especial para o Estado

28 Agosto 2016 | 03h00

Vida de concurseiro é incerta, ninguém sabe quando vai ver o nome na lista de aprovados. Mas a ansiedade aumenta quando, além do desafio das provas, surge o temor de que os editais não sejam publicados e que anos de estudo possam ter de ser abandonados. Como reagir nesse cenário?  Para a coach Patricia Schuindt, é hora de ajustar o foco.  

Sem editais abertos, o que considerar no planejamento de curto prazo?  

Este é o momento de ajustar planos à nova situação. Duas perguntas podem ajudar. A primeira: que planos posso criar a partir desse cenário? Elenque algumas alternativas e, para cada uma delas, liste quais são os prós, os contras, os riscos e as oportunidades. Considere até algumas opções que não representem uma mudança de decisão de carreira, mas que sejam um "ganha-pão" enquanto se caminha para onde se quer chegar.Feito o mapeamento, vale se questionar: o que eu preciso fazer agora? É importante considerar o planejamento financeiro. Quem tiver uma folga no orçamento pode estipular uma data limite para tomar alguma decisão.

Quem decidir esperar a abertura de concursos terá de estudar sem ter um calendário. Como se organizar mentalmente para uma tarefa dessas? 

Acima de tudo, é preciso ter propósito e sentido: para que vou estudar. Quando lembramos o propósito das coisas, fica até mais fácil ter disciplina. E não é mesmo fácil ter disciplina sem um prazo estipulado. Nesse caso, o ideal é ter um plano definido: desdobrar metas maiores em pequenas metas ajuda muito. É como ir mudando de fases em um jogo, ao estudar com foco você está evoluindo para outros estágios. 

Muita gente que estuda há anos tem pensado em mudar o planejamento da carreira. Há quem queira empreender, outros que pensam em um emprego na iniciativa privada. Como deve ser essa transição? 

O que pode ajudar é, antes de tudo, fazer uma análise pessoal diante dos objetivos: o que já sei, o que já tenho, quais são meus pontos fortes e como utilizá-los, e o que preciso desenvolver, fazer e investir. Quem decide empreender precisa ter consciência de que é uma tarefa que exige conhecimento do mundo dos negócios e que não dá retorno no curtíssimo prazo. Os que consideram a iniciativa privada precisam se lembrar de que, ao contrário dos concursos, que exigem silêncio e concentração, achar um trabalho depende muito de bons contatos. É hora de avisar amigos e conhecidos sobre a busca.

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