Selfie durante o Enem levará à reprovação automática, alerta MEC

Nº de inscritos nesta edição é de 8.721.946 pessoas, das quais 93.843 solicitaram atendimento específico, como gestantes e idosos

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

07 Novembro 2014 | 16h02

Atualizada às 22h55

BRASÍLIA - Na véspera da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Henrique Paim, alertou nesta sexta-feira, 21, que estudantes que eventualmente burlarem as regras previstas no edital e tirarem selfies durante a aplicação da prova serão automaticamente eliminados. Neste ano, a segurança incluirá detector de metais. 

O número recorde de inscritos desta edição é de 8.721.946 pessoas. Neste sábado, os candidatos farão a prova de ciências humanas e da natureza.

Conforme previsto no edital do Enem, os telefones celulares dos alunos e outros equipamentos eletrônicos deverão ser guardados em uma embalagem porta-objetos na porta da sala de prova. Os aparelhos serão recolhidos e deverão ser mantidos desligados. Os portões serão abertos hoje e amanhã às 12 horas, conforme o horário oficial de Brasília. A prova será aplicada às 13 horas, também segundo o horário de Brasília. Os estudantes devem ficar atentos aos diferentes fusos do País.

Veto. “As selfies estão proibidas, vamos ter o maior rigor, como já tivemos nos anos anteriores, em relação à utilização do celular em sala de aula. É proibida a utilização e esse estudante será eliminado”, disse Paim.

“Vamos ter rigor. O mesmo processo que fizemos de controle no ano passado vamos fazer neste ano, com mais rigor ainda. O fiscal tem o poder e a prerrogativa de, a qualquer momento, abordar as pessoas, caso verifique algum tipo de problema”, ressaltou o ministro.

Na edição de 2013 do Enem, 47 candidatos foram eliminados por causa do uso de aparelho celular. Uma das novidades deste ano é a utilização de cerca de 17 mil detectores de metais para a revista, mas o ministro evitou entrar em detalhes sobre como será o procedimento de segurança adotado. “Isso será utilizado na medida da necessidade”, afirmou. Os fiscais poderão usar os detectores de metal quando julgarem necessário.

Custo e abstenção. O Enem 2014 custará aos cofres públicos cerca de R$ 453,4 milhões, o que representa um custo médio de R$ 52 por aluno, informou o ministro. Para diminuir o índice de abstenção no exame, Paim disse que os alunos que faltaram às edições anteriores e se inscreveram novamente neste ano foram alertados da necessidade da presença desta vez, por e-mail e SMS.

O Enem vai mobilizar um contingente de 916.617 pessoas, que atuarão nos 1.752 municípios onde a prova será aplicada. Ao todo, são 17.367 locais de aplicação e 242.948 salas. Dos inscritos, 93.843 solicitaram atendimentos específicos, como gestantes (9.258), lactantes (13.870), idosos (1.306) e sabatistas (69.392).

Certificação. Conforme informou ontem o Estado, documentos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) questionaram a adoção das provas do Enem para a certificação de ensino médio. Conforme nota técnica obtida pela reportagem, há “fragilidades pedagógicas” na utilização do exame para a obtenção de diploma.

“Isso é uma discussão que passou por um debate interno do Inep e é uma questão já superada”, comentou Paim ontem, ao ser questionado sobre o assunto. “Se o exame avalia o ensino médio e todo ano divulgamos o desempenho das escolas a partir do Enem, é porque é um exame que tem, sim, elementos que podem verificar se uma pessoa conclui o ensino médio ou não”, frisou o ministro.

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