Segundo dia de paralisação no Chile tem registro de confrontos

Polícia e manifestantes encapuzados se enfrentaram em frente à Universidade de Santiago

Ansa

19 Outubro 2011 | 13h37

SANTIAGO - O segundo dia da paralisação convocada pelo movimento estudantil chileno começou com enfrentamentos entre a polícia e grupos encapuzados em frente à Universidade de Santiago, nesta quarta-feira.

 

O local foi um dos pontos de concentração da marcha marcada para acontecer hoje de manhã e cuja realização foi autorizada pela prefeitura.

 

Também para hoje está previsto o retorno dos líderes estudantis Camila Vallejo e Giorgio Jackson, presidente da Confederação dos Estudantes do Chile (Confech) e presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica do Chile (Feuc), respectivamente, depois de um giro que eles realizaram pela França, Bélgica e Suíça, onde denunciaram a crise do setor educacional em seu país.

 

O subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, avaliou o primeiro dia de mobilizações, realizado ontem e que terminou com um panelaço na capital, como uma "nova jornada de violência".

 

O ministro afirmou que "há grupos que estão coordenados para gerar um quadro de cerca violência e alteração da ordem pública" e destacou os confrontos registrados durante a madrugada, na região norte da capital, quando dois policiais foram feridos com balas de chumbinho.

 

"O governo condena este tipo de ação e reitera que as convocações para paralisar o país não colaboram com o diálogo", declarou. Ubilla ainda respondeu sobre a demora da polícia, denunciada por moradores, em agir contra um microônibus incendiado. Segundo ele, diante do pedido de explicações, os policiais afirmaram que estavam envolvidos em outra operação.

 

O episódio levou o governo a se valer, pela primeira vez, de uma legislação da ditadura contra os acusados por atear fogo no veículo. A Lei de Segurança do Estado, e caráter excepcional, criminaliza situações que, normalmente, não seriam caracterizadas como delito. No caso dos responsáveis pelo ato, ela deverá amplificar a gravidade da ação.

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