Segunda fase da Fuvest começa neste domingo

Com mudanças no vestibular, primeira fase deixa de contar pontos na nota final e iguala chances de candidatos

Mariana Mandelli,

02 Janeiro 2010 | 15h51

A segunda etapa do vestibular mais concorrido do País, o da Fuvest, começa neste domingo em 44 pontos do Estado. Estão em jogo 10.812 vagas da Universidade de São Paulo (USP), Santa Casa e Academia de Polícia Militar do Barro Branco, que serão disputadas por 35.588 candidatos em três dias de provas.Os portões abrem às 12h30 e fecham às 13 horas, quando começam as provas. Em todos os dias, os exames terão duração de 4 horas. A relação dos locais de prova, que não são necessariamente os mesmos da primeira fase, está disponível no site http://www.fuvest.br/. Os candidatos devem levar uma foto 3x4 recente (para o 1.º dia de prova), documento de identidade, caneta azul ou preta, lápis, borracha, água e alimentos. Para as provas de matemática, física e química, a Fuvest pede que sejam levados régua, esquadros, transferidor e compasso.A prova de hoje tem dez questões de português e uma redação. Amanhã, o candidato enfrenta 20 questões de valores iguais sobre história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês. Algumas serão interdisciplinares. A terceira prova, na terça-feira, terá 12 questões de duas ou três disciplinas relacionadas ao curso escolhido. Os três exames têm o mesmo valor: 100 pontos.Em abril do ano passado, a Fuvest anunciou mudanças no vestibular. Na época, a pró-reitora de graduação da USP, Selma Garrido Pimenta, afirmou que o objetivo era exigir uma formação mais geral dos candidatos. Com as alterações, a primeira fase deixou de contar pontos na nota final. Já a segunda etapa passou a ter três provas dissertativas para todas as carreiras, com exceção das duas da Polícia Militar. Além disso, todas as disciplinas do ensino médio serão cobradas. Até o ano passado, apenas português e redação eram obrigatórias para todos os cursos e o conteúdo das outras provas dependia da carreira a que o candidato concorria.Os coordenadores de cursinhos destacam que, com a eliminação dos pontos da primeira fase, todos os candidatos chegam à segunda nas mesmas condições. "Agora está todo mundo em pé de igualdade", afirma Alberto do Nascimento, do Anglo.Para quem estava nervoso na primeira etapa e não conseguiu mostrar todo o seu potencial, a mudança é uma vantagem. "Quem passou raspando vai ter chance de virar o jogo", diz Edmilson Motta, coordenador do Etapa.A cobrança de todas as disciplinas na segunda fase, na opinião dos professores, é positiva. "Isso seleciona muito mais o estudante que a USP quer", explica Alessandra Venturi, do Cursinho da Poli. Para os professores, o segundo dia deve abordar temas abrangentes, com questões de nível médio. Já o último dia deve ser o mais difícil.Os vestibulandos que fizeram muitos pontos acima da nota de corte se sentem em desvantagem. "É injusto, não vale a pena ir tão bem na primeira fase", afirma o aluno do Anglo Luccas Antonio, de 20 anos, que fez 17 pontos a mais. Já Gabriela Mendonça, de 18 anos, que ficou três pontos acima da nota mínima, comemorou.Para Arthur Ferreira, de 20 anos, aluno do Etapa, o desempenho na prova que exige todas as disciplinas será um diferencial. "Os pontos fracos de todos estão equilibrados", afirma ele, que está confiante em conseguir uma vaga em Química.

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