Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Secretário de Educação de SP diz que protocolos de volta às aulas estão mantidos

Rossieli Soares ressaltou que retomada em setembro depende da redução do número de casos em todo o Estado de São Paulo

Priscila Mengue, Renata Cafardo e Marina Aragão, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 13h44

SÃO PAULO - O secretário da Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, ressaltou nesta sexta-feira, 17, que estão mantidos os protocolos de retomadas das aulas presenciais na educação básica. A declaração ocorre após o secretário executivo do Centro de Contingência do governo estadual, João Gabbardo, responder a um questionamento de que o governo poderia reavaliar o que foi definido, o que foi classificado como um "desencontro de informações".

"Primeiro é importante falar que os protocolos da educação estão mantidos. Muito mais importante que é a data, é termos as condições obrigatórias sendo cumpridas, ou seja, número de casos decrescentes, Estado por 28 dias no amarelo (fase amarela)", disse o secretário.

A discussão ganhou espaço após o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Eduardo Massad afirmar que a volta às aulas poderia aumentar o número de mortes pela covid-19. Ao Estadão, o matemático disse que houve um "mal-entendido" sobre os números do estudo, mas reafirmou os riscos à comunidade escolar - crianças, adolescentes e adultos, como professores e funcionários dos colégios - com eventual retomada das aulas presenciais. 

Nesta sexta-feira pela manhã, Rossieli foi chamado para uma reunião com o governador para discutir o tema. No governo, a mudança em planos para o retorno presencial das escolas é tratada como um mal-entendido e não há pedido para que o projeto seja reavaliado. 

"As datas, vamos medindo. No dia 24 de julho teremos outro boletim, no dia 4 de agosto teremos outro boletim, e, se não entrarmos dentro das condições, não será necessariamente naquela data. Tem muito estudo saindo neste momento saindo mundo afora, e nós estamos em constante debate, seja para os estudos mais duros, mais brandos", completou.

A retomada das aulas em 8 de setembro está condicionada à classificação de todas as cidades do Estado na fase amarela do plano de reabertura econômica, o Plano São Paulo. Na segunda-feira, o governo havia autorizado a volta do ensino técnico e de algumas graduações na modalidade presencial, além de uma série de cursos livres.

Gabbardo também comentou sobre a retomada. "Queria reforçar uma parte que ficou confusa, porque prevê o retorno às aulas nas cidades que estão na fases amarela. E o Plano fala em todo o Estado na fase amarela. Os cálculos feitos pelo pesquisador são baseados em uma fotografia de transmissibilidade que temos no momento, isso é muito diferente do que vamos encontrar quando todo o Estado estiver no amarelo", reiterou

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