Geraldo Magela/Agência Senado
Geraldo Magela/Agência Senado

Secretário da Educação Superior do MEC é nomeado

Responsável pelo credenciamento de novas faculdades, a Seres tem grande visibilidade e, por isso, a indicação para o posto vinha sendo disputada dentro do governo

Renata Agostini, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2019 | 23h35

BRASÍLIA - Último cargo ainda vago no primeiro escalão da nova estrutura do Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) será ocupada por Ataíde Alves, técnico que vinha atuando na pasta desde o governo Michel Temer. Atualmente, Alves respondia pela chefia de gabinete da Secretaria de Educação Superior (Sesu).

Responsável pelo credenciamento de novas faculdades, a Seres costuma ser muito procurada por políticos que, interessados em agradar suas bases, pleiteiam agilidade nas autorizações de funcionamento das universidades. A secretaria é vista como estratégica, já que tem grande exposição política e lida com decisões que envolvem muito dinheiro.

A indicação para o posto vinha sendo disputada dentro do governo. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, havia encaminhado uma indicação para o cargo ainda no início do governo, mas o então ministro Ricardo Vélez Rodríguez preferiu escalar para o posto um ex-aluno seu, Marcos Antônio Faria.

Ao redesenhar o MEC, que viveu meses de intensa crise e constantes mudanças, o novo ministro, Abraham Weintraub, pretendia reconduzir Silvio Cecchi, que chefiou a Seres no governo Temer e está lotado hoje na Casa Civil. O nome dele, porém, encontrou resistência dentro de alas do governo.

Ataíde Alves surgiu então como opção. Já familiarizado com o MEC, tem longo histórico de atuação no setor, com passagens pelo Conselho Nacional de Educação e pela Secretaria de Educação de São Paulo.

Além disso, fora um dos nomes consultados pela equipe de Jair Bolsonaro durante a campanha para a formulação do plano de governo. Weintraub, que participou da elaboração do programa, já o conhecia desses tempos.

Com a escolha para a Seres, Weintraub termina o rearranjo dos principais cargos do MEC. Mudanças, porém, ainda são esperadas em postos dos escalões mais baixos. Além de preencher vagas ainda abertas, o time de Weintraub tem buscado identificar se há filiados de partidos de oposição, como o PSOL, “infiltrados” no MEC.

Ritmo intenso

A atividade na Seres nesse início de governo vinha sendo intensa. O Estado mostrou nesta semana que o Ministério da Educação (MEC) promoveu um “mutirão” nos primeiros meses do ano para acelerar a abertura de novas universidades no País. Pedidos de credenciamento que estavam parados havia anos na pasta foram liberados para análise do Conselho Nacional de Educação (CNE)

Segundo relato de fontes do MEC, esse ritmo não deve ser mantido. A determinação é que o processo de credenciamento seja mais criterioso daqui em diante.

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