Secretário afirma que ação da PM em atos de alunos foi 'sem excesso'

Estudantes têm bloqueado vias importantes da capital para protestar contra reorganização; polícia usou bombas de efeito moral e spray

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2015 | 15h08

SÃO PAULO - O secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, classificou como "legítima", "progressiva" e "sem excesso" a atuação da Polícia Militar em protestos de estudantes contrários à reforma da rede estadual de ensino, realizada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB). Moraes afirma que a PM agiu para impedir tumultos e a obstrução de ruas e avenidas importantes.

Desde o início da semana, grupos com cerca de 30 manifestantes têm fechado vias importantes da capital, usando cadeiras escolares e cartazes. Atos na Avenida 9 de Julho, na região central, na noite da terça-feira, 1º, e na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste, na manhã desta quarta-feira, 2, terminaram em confrontos e com manifestantes detidos. No primeiro, os policiais chegaram a usar bombas de efeito moral para dispersar a manifestação. No segundo, spray de pimenta.

Na Avenida 9 de Julho, a Tropa de Choque da PM avançou em direção ao protesto e pelo menos quatro pessoas foram detidas, além de outras três que relataram ter sofrido ferimentos leves. Na Doutor Arnaldo, quatro pessoas foram levadas a delegacia - dois deles menores de idade, que afirmaram ter sido agredidos. Segundo policiais, os alunos foram retirados à força da manifestação, pois se recusavam a liberar ao menos uma faixa da via.   

"A Segurança Pública vai garantir que não haja dano ao patrimônio público, bagunça, tumulto, nem obstrução de vias importantíssimas na capital, como foi feito ontem (na 9 de Julho), como foi feito hoje (na Doutor Arnaldo) e vai continuar sendo feito", afirmou o secretário Alexandre de Moraes. "A PM agiu de forma correta, de forma progressiva. Não haverá nenhuma agressão gratuita. Se algum policial exagerar, você pode ter certeza que ele será punido."

Segundo afirma, os PMs tentaram negociar por mais de uma hora para que os manifestantes liberassem faixas da Doutor Arnaldo para o tráfego, mas não foram atendidos.

"Não é possível que 30 ou 40 pessoas atrapalhem milhões de pessoas que estão indo trabalhar, estudar, ou atrapalhem a chegada de ambulâncias ao Hospital das Clínicas, como é o caso da Doutor Arnaldo", disse.

Moraes também afirmou que parte dos manifestantes atacou motoristas que tentaram passar pela manifestação. "Nós temos imagens das duas emissoras, (de manifestantes) chutando carro, batendo cadeiras em carros. Isso não é manifestação. É tumulto, é baderna, é crime", disse.

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