Secretária em SP quer mais escolas de período integral

A nova secretária de Educação do Estado de São Paulo, Maria Lucia Vasconcelos, é educadora, e não política. Elogia com a mesma franqueza tanto o Programa Universidade para Todos (ProUni) do governo federal como a iniciativa do Estado de abrir as escolas nos fins de semana. Não é filiada a partido, mas simpatiza com o PSDB. "Sou lembista, e não pefelista", brinca, referindo-se a Cláudio Lembo (PFL), a quem chama de professor, não de governador. Os dois trabalharam juntos na Universidade Mackenzie, onde ainda é professora de pós-graduação. Apesar de ter se formado pedagoga e ser doutora pela USP, sua vida acadêmica foi dedicada ao ensino superior privado. "Não tinha vontade de ser funcionária pública, preferi investir mais na carreira do que na aposentadoria", diz. Ela tem à frente menos de nove meses como secretária e não se ilude. "Não dá para fazer muito." Um de seus projetos é ampliar o número de escolas que funcionam em período integral - hoje são 514. Para isso, quer procurar ajuda da iniciativa privada, com garantias de publicidade. "Como vou sensibilizar o empresário se eu não puder dizer que aquela sala foi doada por determinada empresa?" Para a secretária, que substituiu Gabriel Chalita neste mês, os professores ganham pouco e o ensino público tem problemas, sim. "Os frutos não se colhem em um ou dois anos, e sim em uma geração. É por isso que a educação fica em segundo plano. Ela não dá voto." Quanto às críticas à progressão continuada, que levaria à formação de alunos que não aprendem, ela diz: "O problema não é a progressão continuada, e sim a forma como é trabalhada". A secretária também considera um "erro grave, político", a desvalorização da profissão de professor.

Agencia Estado,

17 de abril de 2006 | 16h45

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