Secretaria diz que greve de professores em SP é política

A Secretaria de Estado da Educação divulgou nota nesta noite em que lamenta a greve feita por professores e funcionários da rede estadual de ensino de São Paulo. Segundo a Secretaria, o movimento é "esvaziado, político e inimigo da educação". A categoria aprovou a greve na última sexta-feira para reivindicar reajuste salarial e gratificações.

PRISCILA TRINDADE, Agencia Estado

12 Março 2010 | 20h18

De acordo com o texto, a adesão à greve foi em torno de 1% do total dos docentes. Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) afirmou que o movimento grevista alcançou 80% de adesão em todo o Estado.

Hoje, cerca de 12 mil pessoas realizaram uma assembleia às 14h no vão do livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, no centro da capital. Na reunião, a categoria decidiu manter a greve. Em seguida, os funcionários fizeram uma passeata até a Praça da República, onde fica a Secretaria da Educação. As ações refletiram no trânsito com a interdição total da Paulista e parcial da Rua da Consolação.

A Secretaria destacou que os grevistas terão desconto salarial relativo às faltas. Para o órgão, não há justificativa para a reivindicação de 34% de aumento para os professores, "medida que custaria nada menos do que R$ 3,5 bilhões".

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