Secretaria de Educação diz que 40% das aulas serão digitais

O projeto abrangerá alunos da rede pública dos ensinos fundamental e médio

Estadão .edu,

05 Abril 2012 | 21h12

Pelo menos 40% das aulas no ciclo 2 do ensino fundamental e no ensino médio terão atividades digitais nas escolas da rede estadual de ensino de São Paulo. Segundo a Secretaria de Educação, os professores deverão seguir o currículo, mas poderão utilizar outros materiais didáticos e ferramentas que acharem necessários.

A pasta anunciou na quarta-feira, 4, o chamamento público para a realização de estudos técnicos que vão subsidiar o projeto Aula Interativa. A iniciativa, que tem investimento estimado em R$ 5,5 bilhões, visa a melhorar as condições de ensino e aprendizagem por meio do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação em sala de aula, integrando conteúdos digitais interativos, formação de docentes e equipamentos.

O resultado dos estudos ajudará a elaboração do edital de licitação do projeto, que será desenvolvido no modelo de parceria público-privada em um prazo de dez anos. O valor final da PPP será definido na licitação, última etapa do processo.

Segundo a secretaria, o investimento envolve desenvolvimento de conteúdos digitais interativos específicos para uso por professores e por alunos; formação de docentes; sistemas de gestão; e compra, instalação, manutenção e atualização tecnológica de equipamentos, como lousas digitais, projetores interativos, dispositivos móveis para uso pelos estudantes, rede sem fio, servidores e ferramentas de suporte.

O projeto da gestão Geraldo Alckmin recebeu críticas do sindicato dos professores da rede estadual (Apeoesp), que vê como "invasivo" o fato de a companhia escolhida em licitação ser responsável pela elaboração do conteúdo. Segundo a secretaria, porém, o conteúdo digital não vai se sobrepor ao trabalho que cabe ao professor. "O foco principal do projeto é a formação dos docentes", afirmou a pasta, em nota.

"A crítica da Apeoesp é descabida, pois os conteúdos serão desenvolvidos com fundamento nas diretrizes estabelecidas pela Secretaria da Educação, com base no currículo oficial do Estado. Todo o desenvolvimento dos conteúdos será coordenado pela pasta, à qual caberá a aprovação dos produtos finais", finaliza o texto.

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