Se tiver depredação terão que indenizar, diz Alckmin

Em Itu, governador se posicionou sobre nova ocupação na escola Fernão Dias

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

30 Abril 2016 | 18h42

SOROCABA – O governador Geraldo Alckmin disse nesta sexta-feira (30), durante agenda em Itu, interior de São Paulo, que se os estudantes praticarem depredação em escolas invadidas na capital, eles terão de indenizar. Segundo Alckmin, o governo registrou na Polícia Civil a invasão da Escola Estadual Fernão Dias, no bairro Pinheiros, na zona oeste,e está fazendo a apuração dos participantes. “Se for subtraído ou depredado alguma coisa, eles terão que indenizar”, afirmou. 

A escola foi ocupada em apoio a alunos das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) que protestam contra a falta de merenda. Segundo o governador, não há falta de merenda na escola invadida. “Quando foram iniciadas as ETECs não tinha previsão de dar merenda. Nós resolvemos fazê-lo e atualmente são poucas que não têm. Até a semana que vem, todas terão. Agora, é nítido que é um movimento político, em razão do impeachment. Interessante que eles não invadem escolas do PT. É uma invasão seletiva.”

Segundo ele, na invasão do Centro Paula Souza, esta semana, muitos não eram alunos, eram sindicalistas. “Eram 50 pessoas e prejudicam 300 mil alunos. Não é necessário isso, é uma coisa totalmente descabida. O governo está totalmente aberto ao diálogo.” O governador afirmou que as invasões são feitas para a mídia e lembrou que nas ocupações do ano passado, na mobilização dos alunos contra a reorganização do ensino estadual, houve depredação e roubo de equipamentos.

Em nota, o Palácio dos Bandeirantes afirmou ainda que as invasões “representam um desrespeito ao bom senso, prejudicam estudantes, professores e funcionários”. De acordo com o governo, 95% das Etecs e 100% das escolas da rede estadual oferecem alimentação escolar. Nesta semana, 100% das Etecs terão merenda gratuita. O governo questionou “a indignação do grupo de invasores” por não ocupar escolas do governo federal e da Prefeitura de São Paulo que ficaram sem merenda. A nota informou ainda que “não há qualquer processo de reorganização em curso e nenhuma escola foi fechada ou desativada”.

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