Saresp vai avaliar todos os alunos da rede paulista

Pela primeira vez desde que foi criado, em 1996, o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) será feito este ano por todos os alunos da rede estadual de ensino. São 4,7 milhões de jovens - 3 milhões do ensino fundamental e 1,7 milhão no médio. A prova está marcada para 3 de dezembro.Segundo o secretário de Estado da Educação, Gabriel Chalita, com a ampliação da avaliação, faculdades e universidades poderão se interessar em adotar os resultados do Saresp como alternativa ao vestibular. O principal objetivo da Secretaria, porém, é obter um diagnóstico mais claro do sistema educacional do Estado.Maior rede do mundoO Saresp era feito por amostragem em duas séries. No ano passado, por exemplo, apenas 300 mil alunos foram avaliados. "Quando a gente tem uma rede do tamanho da de São Paulo, que é a maior rede pública do mundo, é preciso avaliá-la com toda a diversidade que ela tem", disse o secretário nesta quarta-feira, durante o anúncio oficial da nova edição do exame.Durante a gestão de Rose Neubauer na Secretaria da Educação, os resultados da avaliação eram usados como um dos critérios para determinar quais professores ganhariam bônus salarial no fim do ano. As escolas também recebiam uma classificação por cores.Essa aplicação dos resultados provocou grande insatisfação entre os professores. Quando assumiu a secretaria há um ano e meio, Chalita atendeu as reivindicações dos professores e suspendeu esses critérios.Lidar com deficiênciasOs resultados do novo Saresp não serão usados para bonificar professores ou classificar escolas. Mas vão guiar as diretorias de ensino na adoção de medidas para lidar com deficiências de aprendizagem em certas escolas. A prova será aplicada pela Fundação Carlos Chagas e custará R$ 10 milhões.Para o secretário de comunicação do sindicato dos professores estaduais (Apeoesp), Ariovaldo de Camargo, por avaliar apenas o aluno, o Saresp não é o melhor instrumento de medição do sistema educacional de maneira mais ampla. Para ele, a mudança não supre essa deficiência.

Agencia Estado,

06 de novembro de 2003 | 11h19

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