São José dos Campos vai incluir o espaço nas disciplinas escolares

Professores e estudantes da rede municipal de ensino de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo, vão aprender, a partir deste ano, Astronáutica e Ciência do Espaço. O município concentra pólos de pesquisa e tecnologia na área espacial e é o segundo do país a receber o programa "AEB Escola", desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira. Brasília foi a primeira cidade em que o projeto começou a ser realizado.O primeiro passo para a aproximação dos professores com o tema espacial foi dado nesta terça-feira. Duzentos professores participaram de um workshop onde foram apresentados temas como o Programa Espacial Brasileiro, sensoriamento remoto, satélites e plataformas de lançamentos.Em dez pequenas palestras, pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do Centro Técnico Aeroespacial explanaram o assunto e a forma como ele pode ser abordado entre os estudantes. "O assunto é árido mas os pesquisadores e professores vão fazer esta ponte até os alunos. Isso vai causar impacto na qualidade do ensino", considerou a secretária de educação do município, Maria América de Almeida Teixeira.O próximo passo é selecionar 40 professores que terão a função de multiplicadores. "Eles vão participar de oficinas e transmitir os conhecimentos a professores do ensino fundamental de todas as disciplinas", disse a secretária.O programa AEB Escola vai chegar a 1.500 professores e cerca de 33 mil estudantes. As oficinas sobre lançamento de foguetes, interpretação de imagens de satélites, meteorologia, entre outras, começam no dia 25 de abril e se estendem até dezembro. Neste período, estudantes da rede municipal também vão participar de outras oficinas, voltadas para adolescentes e jovens.No EspaçoDois experimentos desenvolvidos pela rede municipal de ensino de São José dos Campos estão sendo levados ao espaço pelo astronauta Marcos Pontes. Um é sobre a germinação de sementes de feijão em ambiente de microgravidade e a outra, análise da alteração de clorofila na folha de couve, em ambiente semelhante.As duas experiências serviram de incentivo entre os alunos da rede de ensino, que também estão fazendo a pesquisa para comparar com a desenvolvida a bordo da nave Soyuz e vão acompanhar a viagem, por meio de material oferecido pela Agência Espacial Brasileira. A viagem de Pontes ao Espaço está mobilizando 40 mil estudantes da rede pública.

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