Salman Khan participa de debate sobre educação digital no MEC, em Brasília

Criador da Khan Academy, o educador dos EUA será recebido por Dilma na tarde desta 4ª-feira

Estadão.edu,

16 Janeiro 2013 | 13h48

Criador da cultuada Khan Academy, o norte-americano Salman Khan, de 36 anos, participou de um debate sobre educação digital na manhã desta quarta-feira, 16, no Ministério da Educação (MEC), em Brasília. À tarde, o educador será recebido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

 

A academia virtual fundada por Khan reúne mais de 3,8 mil videoaulas de, em média, 12 minutos de duração sobre biologia, economia, física, humanidades, matemática e química. O material pode ser acessado gratuitamente e já foi assistido pelo menos 226 milhões de vezes só no canal oficial do YouTube (www.youtube.com/khanacademy). A segunda maior audiência vem do Brasil.

 

No debate, Khan respondeu a perguntas da plateia sobre sua plataforma tecnológica e defendeu uma educação cada vez mais personalizada, na qual os estudantes têm papel ativo e os professores ganham status de tutores no processo de ensino e aprendizagem.

 

"Nosso objetivo é que o conteúdo da Khan Academy seja usado no mundo inteiro", disse o educador, que veio ao Brasil também para lançar seu livro, Um Mundo, Uma Escola.

 

Potencial

 

Para Khan, sua ferramenta ainda está no "estágio inicial" do potencial do uso da tecnologia na educação, uma vez que outros recursos ainda não estão disponíveis para os usuários, como games e podcasts.

 

"Nossa equipe está trabalhando em análises profundas da plataforma. Queremos usar técnicas para fazer com que os alunos se engajem mais", afirmou, após destacar a necessidade de tornar o conteúdo o mais "humano" possível. "Eu trato o aluno como uma pessoa igual a mim, tão inteligente quanto eu. Ele só não aprendeu aquele conteúdo ainda."

 

O educador tem três graduações pelo conceituado Massachusetts Institute of Technology (MIT) e MBA pela Harvard Business School. Antes de fundar a Khan Academy, ele atuou em empresas de tecnologia no Vale do Silício, na Califórnia (EUA), e foi analista no mercado financeiro.

 

Ferramenta

 

O debate contou com a presença de Jorge Paulo Lemann, cuja fundação já traduziu para o português mais de 400 aulas da Khan Academy. Até o fim do ano, mais 600 vídeos deverão ser adaptados. A Fundação Lemann trabalha ainda na criação da versão nacional da ferramenta pedagógica da Khan Academy, com exercícios e sistemas de acompanhamento do aprendizado dos alunos.

 

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, aproveitou o encontro para convidar Khan a voltar ao País para uma reunião exclusiva com professores. Ele também disse que será lançado o primeiro edital para aquisição de livros didáticos digitais. "O livro tem uma linguagem crossmedia que vai estimular cada vez mais essa nova geração (de alunos), que já nasce nessa cultura digital."

 

Amanhã de manhã, Khan fará uma palestra restrita a convidados em São Paulo. O evento terá transmissão ao vivo pela internet, no site www.fundacaolemann.org.br.

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