Salários para trainees estão em alta

Levantamento aponta que a média salarial para esse cargo é de R$ 5 mil

Marília Almeida, Jornal da Tarde

25 Agosto 2011 | 17h08

Os trainees estão cada vez mais valorizados. Estudantes em formação superior ou graduados a até dois anos encontram nos programas de grandes empresas oportunidade de desenvolvimento profissional, capacitação e garantia de bons salários. Levantamento da Cia de Talentos, que realiza cerca de 40 processos seletivos por ano e trabalha com empresas como Itaú, Unilever e Gafisa, aponta que a média salarial oferecida em programas do tipo passou de R$ 4,5 mil a R$ 5,5 mil no ano passado para R$ 5 mil a R$ 5,8 mil este ano.

“As empresas estão crescendo de forma acelerada e precisando de líderes para novas áreas. Como a procura é grande, é preciso se diferenciar para competir pelos talentos. Uma forma é oferecer salários mais atrativos, com benefícios diferentes, como cursos e até pós-graduação nos programas mais longos”, diz Felícia Duarte, gerente de projetos da empresa de recursos humanos.

Apesar de algumas empresas ainda pagarem R$ 3,8 mil, diz a gerente, a maioria aumentou as faixas salariais para disputar esse profissional. “A demanda alta em diversas áreas gera escassez de talentos. Em vez de ocupar cargos com profissionais menos qualificados, as empresas preferem investir nos programas. E cresce também o número de empresas que precisam desse profissional.”

Segundo Gustavo Nascimento, gerente da Foco Talentos, profissionais da área financeira costumam receber salários mais altos, bem como os que atuam no setores de engenharia e construção civil. “Multinacionais tendem a pagar mais do que empresas nacionais, mas o grau de exigência também é maior”, diz Ricardo Dreves, diretor da Dreves & Associados.

Trainee recebe R$ 7 mil. Dreves trabalhou com um processo de seleção de trainee internacional da Volvo este ano cujo salário oferecido era de R$ 7 mil. Porém, havia apenas uma vaga para toda a América Latina. A maioria dos candidatos era de brasileiros. “O programa se desenvolvia em diversos países e exigia inglês fluente, intercâmbio cultural e histórico de estudos na área da empresa.” Foram quatro mil inscrições e 400 chamados para concorrer à vaga. O programa da Volvo é uma exceção. “Mas grandes empresas, como a Ford, pagavam R$ 4,5 mil para trainees em 2008. O salário geralmente é reajustado a cada ano. Imagino que hoje gire em torno de R$ 6 mil”, diz Dreves.

Para os interessados, este é o momento de concorrer. São 490 vagas na Cia de Talentos e 28 programas com inscrições abertas na página eletrônica da empresa na internet. No site da Foco Talentos existem 12 e, na Dreves, cinco.

As inscrições terminam no final deste mês ou meados de setembro (veja quadro). Os processos seletivos duram até o final do ano e os programas começam entre janeiro e fevereiro de 2012. A duração varia de um a três anos. O objetivo é treinar o profissional para ocupar cargos estratégicos e gerenciar equipes. Mais do que habilidades técnicas, valorizam o perfil de líder do candidato.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.