GABRIELA BILO/ ESTADAO
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Salário alto atrai candidatos para carreira jurídica

Prestígio de cargos como os de juiz ou promotor também influencia advogados a concorrerem a uma vaga em áreas ligadas à Justiça

Tatiana Cavalcanti, Especial para O Estado

18 Agosto 2015 | 09h23

Remuneração alta e prestígio profissional atraem advogados para a carreira jurídica. Juiz, defensor público e promotor estão entre as funções mais procuradas pelos candidatos. Também são disputadas vagas na Advocacia-Geral da União (AGU). O caminho para conquistar uma posição nessas áreas é longo e demanda determinação.

Uma das exigências para prestar concurso público nessas carreiras é estar inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ter, no mínimo, três anos de experiência advocatícia (período que pode variar em alguns Estados, a depender do cargo). O candidato passa ainda por uma prova de títulos. Aspirantes com pós-graduação, mestrado ou doutorado saem na frente. Conta pontos ter passado em concursos anteriores, mesmo que de nível médio.

Por causa da exigência e do tempo de preparo desses profissionais, é preciso definir a carreira almejada ainda na graduação, segundo o coordenador dos cursos para concursos públicos da rede de ensino especializada LFG, Nestor Távora. “Quem tem foco consegue adquirir conhecimento específico antes e já terá vantagem”, diz. “O candidato precisa se familiarizar com os editais o quanto antes, já que as regras podem determinar o cronograma de estudos.”

Távora explica que atirar para todos os lados em concursos públicos, só para ter estabilidade profissional, pode ser um erro. “Em vez de um estudo direcionado, o aluno perde tempo assimilando várias áreas e acaba se perdendo. O candidato que tem rotina de estudos encurta o caminho.”

Jaqueline Soares, de 25 anos, já sabe o que quer: ser juíza. “Vou prestar concurso público porque, além de me garantir a tão sonhada estabilidade, permitirá que eu tenha mais horas de estudo para que possa intensificar o preparo para a prova da magistratura”, diz a candidata, que se formou em Direito em 2014 e pretende seguir no Direito Tributário e Eleitoral.

Para adquirir tempo de experiência em advocacia, Jaqueline decidiu tentar uma vaga de analista judiciário de tribunais e, para isso, começou o cursinho especializado no Damásio Educacional. “Não tenho pressa, sei onde quero chegar. Por isso, vou prestar também os concursos para nível médio.”

Dedicação. Um exemplo de persistência é Andréia Ricas Palhares, que, aos 25 anos, já é procuradora da Fazenda Nacional. Ela fez cursinho para adquirir conceitos gerais e depois mais seis meses de estudo específico para a área que pretendia seguir. “A combinação de curso preparatório, leitura e exercícios, além de uma agenda de estudos bem elaborada, são fundamentais.”

Para ela, um diferencial foi ter feito exercícios de provas anteriores. “São importantíssimos porque é possível identificar se o estudo está surtindo o efeito esperado ou se é necessário se readequar.”

Além da prova em si, para alguns cargos o candidato passa por outras fases de avaliação, como teste oral e até análise da vida pregressa. “As vagas nem sempre são preenchidas porque os candidatos não alcançam todos os requisitos”, diz o professor Távora. Segundo ele, o candidato deve criar um cronograma de estudo, que pode ser baseado no edital.

“É importante persistir para entrar na chamada ‘fila imaginária’. Com dedicação, a nossa hora um dia chega”, afirma a procuradora Andréia.

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