Romena misteriosa e autofraude

Ufac, que já foi vítima de fraudadora, fez exame com 15 questões e um tema da redação copiados da web

ARTHUR GUIMARÃES, NAYANNE SANTANA E LUCIANO COELHO, ESPECIAL PARA O ESTADO,

27 Outubro 2009 | 03h12

Fraudes em vestibulares geralmente são obra de quadrilhas especializadas. "Sempre vão ser criados novos métodos", diz o delegado Lorenzo Pompilho, chefe da Operação Vaga Certa da Polícia Federal que, em 2007, levou à prisão de sete pessoas no Ceará e no Rio. Por até R$ 70 mil, o bando enviava universitários treinados e com documentos falsos para fazer provas no lugar dos candidatos. Em 20 casos de fraude, arrecadou R$ 500 mil.   Nem a prisão impede personagens misteriosos, como a romena Iona Rusei Dutra, de voltarem a agir. Em 2002, um grupo usou cola eletrônica para fraudar a seleção da Universidade Federal do Acre (Ufac). Iona era a personagem principal do esquema, que utilizou 26 pessoas. Inteligente, com memória fotográfica, ela se inscreveu no exame para responder às questões e enviou o gabarito a encarregados de transmiti-lo por torpedos a candidatos, por até R$ 25 mil. Detida, a quadrilha foi liberada meses depois. Iona reapareceu em 2004: o vestibular da Universidade Federal do Piauí foi anulado quando organizadores descobriram que ela se passou por uma candidata ao curso de Medicina. Presa por seis meses, a romena foi solta.   Não são só fraudadores que recorrem à cola. A Ufac teve em dezembro um caso de "autofraude". O Ministério Público apurou que o exame tinha 15 questões e um tema da redação copiados da web. O vestibular foi refeito, mas a Ufac não apontou responsáveis pelo episódio.

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