Rio terá projeto-piloto de erradicação do analfabetismo

O Rio de Janeiro vai abrigar, em parceria com o Ministério da Educação, um projeto-piloto de erradicação do analfabetismo, com bolsas de estudo para alunos e professores. O Programa ABCTec tem o objetivo de ensinar a ler e escrever, em cinco meses, 21.121 alunos em cinco municípios do Estado.Nesta terça-feira, o ministro CristovamBuarque (PT) e a governadora Rosinha Garotinho (PSB) assinaram, no Palácio Guanabara, emLaranjeiras, o protocolo de intenções para pôr em prática o projeto. O Rio tem 715 milanalfabetos acima de 15 anos, de acordo com o Censo 2000. Em todo o país são 17milhões.?Neste mesmo palácio foi assinada a Abolição da Escravidão. Mais de cem anosdepois, estamos iniciando um processo que pode levar o Brasil a dar um salto emquatro anos. Nosso desafio é erradicar o analfabetismo até o fim do governo Lula?,disse o ministro, que destinará R$ 5 milhões ao projeto. O Rio contribuirá com outros R$5 milhões.Cada aluno receberá, além do material escolar, uma bolsa de R$ 100; os professoresganharão R$ 80 por aluno alfabetizado, e os supervisores, R$ 20. O método utilizadoserá o do educador Paulo Freire.Após o curso, a Faetec (Fundação de Apoio à EscolaTécnica do Estado do Rio) ? entidade responsável pelo projeto ? deve providenciar a inserção dos estudantes em estágios ou empregos. De acordo com o ministro, o apoio do governo federal ao programa-piloto e o seu eventual sucesso não significam que o mesmo projeto seja adotado no resto do País. ?Não haverá um modelo único. Vamos começar a estudar uma forma ideal.?Buarque afirmou que já conversou sobre apossibilidade de participar de parcerias semelhantes com os governadores de SantaCatarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará.Segundo ele, iniciativas como a do ABCTec se enquadram no espírito do que chama de ?escola republicana?. Essa escola-modelo incluiria todas as crianças do País e teria professores bem formados, biblioteca e aulas de artes e esportes.O ministro Cristovam Buarque disse ainda que pretende preencher as vagas ociosas nas universidades públicas, ?mas sem aumentar o número de cadeiras?.A idéia é estimular a prática do ensino à distância, principalmente nas áreas de estudo que não exigem tanto a prática e a presença em sala de aula. Os cursos de Licenciatura ePedagogia serão priorizados, para acelerar a formação de professores.

Agencia Estado,

28 de janeiro de 2003 | 19h54

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