Rio quer reserva de vagas para carentes - negros ou não

A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus (PSB), quer mudar o polêmico sistema de cotas para ingresso nas duas universidades estaduais e beneficiar apenas "estudantes carentes - negros ou não". Nesta Segunda-feira ela propôs à Assembléia Legislativa alteração da legislação em vigor, unificando as três leis existentes: a que garante 50% das vagas para alunos da rede pública de ensino, a que destina 40% para candidatos que se autodeclarem negros ou pardos e a cota de 10% para portadores de deficiência física.A proposta é criar uma reserva única de 45% das vagas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) para "estudantes carentes", sendo 20% destinadas para negros e "integrantes de minorias étnicas", 20% para alunos que tenham estudado desde a 5ª série do ensino fundamental em escolas da rede pública e 5% para portadores de deficiência física. De acordo com o projeto, "caberá às universidades decidir quem se encaixa na categoria estudante carente, levando em conta a renda familiar do candidato".A atual legislação não exige comprovação de renda do candidato que pretende ser beneficiado pelas cotas. Atualmente o sistema de cotas está suspenso no Estado por liminares concedidas pela Justiça.

Agencia Estado,

30 de junho de 2003 | 19h54

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