Rio deve mudar férias em escolas ocupadas; número já chega a 62

Unidades ficam em 21 municípios, de todas as regiões do Estado

Alfredo Mergulhão, O Estado de S. Paulo

18 Abril 2016 | 15h24

RIO - Estudantes da rede de ensino do governo do Estado do Rio ocuparam nesta segunda-feira, 18, mais 15 escolas, somando agora 62 unidades controladas por eles. Com o avanço das ocupações, a Secretaria Estadual da Educação informou que tentará novamente abrir um canal de negociação com os alunos. Estudantes contrários ao movimento também aumentaram sua rede de articulação, que agora reúne colegas de 13 escolas ocupadas. Eles reivindicam a retomada das aulas. 

A Secretaria de Educação reconhece a ocupação de 50 escolas. Em nota divulgada nesta segunda, a pasta anunciou que vai “tentar negociar com os invasores”.

A pasta também informou que estuda alterar o calendário escolar, na tentativa de evitar mais prejuízos na aplicação de conteúdos. Uma possibilidade em estudo é o recesso ainda este mês das unidades ocupadas, que funcionariam nas férias de agosto.

As escolas ocupadas ficam em 21 municípios, de todas as regiões do Estado. Nesta segunda, o movimento, que usa o lema Ocupa Tudo, invadiu e se estabeleceu em unidades de ensino no Rio, Petrópolis, Arraial do Cabo, Nova Friburgo, Barra Mansa, Nova Iguaçu, Macaé, Campos dos Goytacazes e Angra dos Reis.

Em boletim divulgado no Facebook, a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), entidade ligada ao PSTU que apoia os secundaristas, defendeu mais ocupações. “É preciso ocupar mais cada vez mais escolas e transformar elas (sic) no que já deveriam ser há muito tempo: escolas livres e em luta pela educação pública”, diz o texto.

A primeira ocupação completa um mês na próxima quinta-feira. Entre as principais demandas estão o fim dos cortes de verbas para a educação, mudanças no currículo mínimo e a extinção do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj).

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