Ribeirão Preto e São Carlos têm votação calma na USP

O maior colégio eleitoral de Ribeirão, na Faculdade de Medicina, teve a presença de 83 dos 90 eleitores

BRÁS HENRIQUE, Agencia Estado

20 Outubro 2009 | 17h07

A votação para reitor da Universidade de São Paulo (USP), nos campi de Ribeirão Preto e São Carlos, foi tranquila, sem protestos. Em Ribeirão Preto, das 285 pessoas que tinham direito a voto, 268 compareceram - dos 17 que não votaram, alguns votaram em São Paulo e outros justificaram a ausência. As oito unidades de ensino tiveram presenças de segurança, sem incidentes.

Eleição da USP ocorre em clima tranquilo no interior

Assista a vídeo com debate dos candidatos

O maior colégio eleitoral do campus, na Faculdade de Medicina, teve a presença de 83 dos 90 eleitores. Os poucos estudantes que passavam ao lado do local de votação ignoravam que ali havia um pleito. "Nem sabia da eleição", disse a estudante de fisioterapia Juliana Godoy. Se ocorresse uma mudança no sistema eleitoral e todos pudesse participarem, Juliana diz que só mudaria algo se os alunos votassem conscientemente.

Michele Gomes da Broi votou como aluna suplente de pós-graduação na Medicina, escolhendo dois nomes entre os oito candidatos que fizeram campanha. Ela, que também espera mudança no sistema eleitoral, participou de discussões com os colegas e a titular da congregação, mas garantiu que seus votos foram independentes.

O professor de Clínica Médica, Júlio Voltarelli, espera que as próximas eleições tenham participações de todos os representantes da universidade: professores, alunos e funcionários. "Deveria ser uma votação universal no primeiro turno, pois, se votamos para presidente da República, por que não votar no reitor da universidade?", indagou Voltarelli.

Helio Rubens Machado, do Departamento de Cirurgia, acredita que a campanha foi correta, mas discreta, e discorda de mudanças no sistema eleitoral. "O cargo de reitor não é um cargo político, como numa prefeitura, e se perderia o foco", disse Machado.

Cristiana Padovan Ribas, técnica em laboratório, uma das três representantes dos funcionários na congregação da Medicina, aguarda mudança para que os servidores tenham mais representatividade na universidade. Ela e seus dois colegas servidores seguiram um acordo para votar nas mesmas pessoas e aumentar a representatividade da categoria.

No segundo maior colégio eleitoral de Ribeirão Preto, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), compareceram 32 eleitores dos 35 possíveis.

Na USP de São Carlos, a eleição também foi tranquila, discreta, nas quatro faculdades: Física, Química, Matemática e Engenharia. Ninguém na instituição quis se pronunciar sobre as eleições, que teria o máximo de 136 votantes (até o final da tarde não foi informado o número de pessoas que compareceram para votar). A informação foi que tudo seria centralizado na USP, em São Paulo.

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