Resultados do Ideb não devem ajudar candidatos nas eleições

Estados governados por todas as forças políticas sofrem com a má qualidade da educação

Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

06 Setembro 2014 | 03h00

BRASÍLIA - Às vésperas da eleição, poucos governadores poderão usar os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para conquistar eleitores. Os dados divulgados nesta sexta-feira, 5, pelo Ministério da Educação são democráticos no fracasso: Estados governados por todas as forças políticas sofrem com a má qualidade da educação. 

Minas Gerais, vitrine do candidato à presidência Aécio Neves, teve bons resultados no ensino fundamental, ultrapassando a meta projetada pelo MEC e ficando em primeiro lugar - junto com São Paulo - nos anos iniciais e nos anos finais. Já no ensino médio, Minas foi um dos Estados que tiveram resultados piores em 2013 do que 2011. Mais do que isso, ficou 0,5 abaixo da meta. 

Mas o PSDB também governa o Pará, que teve o pior resultado entre os 27 Estados no ensino médio, com apenas 2,9 pontos, também 0,5 abaixo da meta. E também Alagoas, que vem logo em seguida, entre as piores redes desse nível de ensino. 

Já o PT, partido da presidente Dilma Rousseff, também não tem muito o que comemorar. A Bahia, governada por Jaques Wagner, está na ponta de baixo entre as redes com piores resultados no ensino médio e que também não atingiu as metas nos anos finais do ensino fundamental.

O Distrito Federal, do também petista Agnelo Queiroz, costuma estar no topo das avaliações, mas também não cumpriu as expectativas em 2013. O mesmo aconteceu com o Rio Grande do Sul. O Estado governado por Tarso Genro até melhorou seus índices, mas ficou muito aquém do que deveria. 

Metas. Se ainda fosse o candidato do PSB à Presidência da República, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos - morto em um acidente aéreo há três semanas - poderia se vangloriar de ter sido um dos poucos mandatários de ter evoluído nos três níveis e atingido suas metas, mesmo que elas sejam bastante baixas: 4,7 nos anos iniciais, 3,8 nos finais e 3,8 no ensino médio.

Já o Espírito Santo, governado pelo partido que hoje apresenta a ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência do País, segue o mesmo padrão do restante do País: bons resultados apenas nos anos iniciais.

E Amapá, outro Estado pessebista, foi, junto com o Rio de Janeiro, um dos únicos que não atingiram a meta nem mesmo entre os estudantes do 1.º ao 5.º.

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