Representantes da USP e grevistas discutem fim de paralisação

Servidores reivindicam que não haja reposição de todas as horas perdidas e retaliação a líderes; à tarde, haverá audiência do TRT

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2014 | 09h12

SÃO PAULO - Representantes da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) devem se reunir com líderes do Sindicato dos Trabalhadores da instituição (Sintusp) na manhã desta quarta-feira, 17, para discutir um acordo para encerrar a greve, que chegou a 114 dias. Depois do encontro, os servidores terão assembleia às 12h para debater o que ficar determinado. 

Será discutida a forma de reposição do tempo parado. Os grevistas reivindicam que não haja reposição de todas as horas perdidas, mas do trabalho acumulado neste tempo, a ser discutido por cada unidade da USP. Eles defendem que seria uma "punição ao movimento" fazer com que os trabalhadores cumprissem toda a carga horária dos mais de três meses parados. A universidade não se posicionou ainda sobre o tema.

Outros tópicos que devem ser abordados referem-se à não retaliação aos líderes da paralisação e ao reajuste de benefícios, como vale-alimentação e vale-transporte.

À tarde, haverá audiência de conciliação da reitoria e dos trabalhadores no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Se não houver acordo entre as partes, a greve poderá ser levada a julgamento.

A USP é a última das três universidades estaduais paulistas a discutir o fim da greve. Trabalhadores da Unicamp encerraram a paralisação na semana passada e a Unesp já sinalizou pelo retorno, mas aguarda o desfecho da situação da USP.

Ato cancelado. Ato de alunos e servidores que estava marcado para sair às 9h do câmpus Butantã da USP, na zona oeste da capital paulista, em direção ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na zona sul, foi adiado por tempo indeterminado. Eles iriam até a sede do governo para cobrar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) a promessa, por escrito, de não transferir o Hospital Universitário (HU) para a Secretaria da Saúde.

A medida havia sido anunciada pelo reitor Marco Antonio Zago como uma das tentativas de minimizar a crise financeira da instituição, mas foi negada por Alckmin em coletiva na semana passada, em resposta a estudantes e funcionários do hospital.  

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