Remarcação do Enem pode atrapalhar calendário das universidades federais

A Andifes se diz 'surpresa' com as falhas ocorridas no fim de semana do exame

Mariana Mandelli, O Estado de S. Paulo

08 Novembro 2010 | 20h42

A remarcação do Enem para os candidatos que fizeram a prova amarela e uma possível anulação de todo o exame pela Justiça podem atrapalhar o calendário de seleção das universidades federais, admite a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

 

"Nossa expectativa era de que tivesse dado tudo certo no fim de semana. Foi uma surpresa para nós", afirma Gustavo Balduíno, secretário executivo da Andifes. No entanto, Balduíno diz que, como o MEC ainda não se manifestou oficialmente sobre todos os problemas ocorridos com a prova, ainda não há como a associação emitir informações sobre o calendário ou a forma como cada instituição federal utilizará o Enem em seu processo seletivo.

 

"Ainda não existe nenhum documento oficial do MEC que mostre a natureza e a amplitude de todos esses erros encontrados na prova e que foram veiculados pela imprensa", explica Balduíno. "Não podemos especular sobre possibilidades, porque não temos controle sobre as decisões do ministério, dos órgãos oficiais e da Justiça."

 

Balduíno afirma que a Andifes preza pelos candidatos e pelo processo. "Nossa principal preocupação é com os candidatos e suas famílias e também com a lisura e qualidade de todo o processo seletivo."

 

A aplicação do exame para quem fez a prova amarela deve ocorrer nos dias 4 e 5 de dezembro, segundo o MEC. No dia 28 de novembro, em São Paulo, ocorre a primeira fase do vestibular da Fuvest. Já no dia 5 de dezembro, o processo seletivo da PUC-SP.

 

De acordo com a pasta, ao todo 20 mil pessoas podem ter recebido, em todo o País, provas amarelas adulteradas. Entre eles, estima o ministério, cerca de 2 mil candidatos foram prejudicados por erros no encarte, que veio com questões repetidas e outras faltando.

Mais conteúdo sobre:
Enem Enem 2010 Andifes Ensino superior

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.