Divulgação/ Sesi/ Senai
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Relatório da OCDE aborda o ensino profissionalizante e os efeitos da pandemia na educação escolar

Intenção do documento publicado é avaliar o desempenho dos sistemas educacionais

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2020 | 06h00

A pandemia de coronavírus atingiu o mundo inteiro e provocou o fechamento de escolas por um longo período. Mas um dos segmentos mais atingidos foi o ensino profissionalizante, tema central do relatório de 476 páginas que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou nesta terça-feira, 8.

"Os protocolos de isolamento social e o fechamento de muitas empresas tornaram praticamente impossíveis a aprendizagem prática que é de suma importância para o ensino profissionalizante, um setor que desempenha um papel central para garantir o alinhamento entre educação e trabalho, a transição bem-sucedida para o mercado de trabalho", explica Angel Gurría, secretário-geral da OCDE.

O documento traz centenas de indicadores de diversos países, incluindo os 37 países membros e outros como Brasil e Rússia, que foram parceiros nesse projeto que destacou o impacto de aprendizagem, o acesso à educação, o investimento de recursos financeiros no setor, a organização das escolas, a valorização dos professores e o ambiente escolar.

"Nossa capacidade de reagir com eficácia e eficiência no futuro dependerá do planejamento e atuação dos governos. Por meio de seu papel no desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para sociedade de amanhã, os sistemas de educação precisarão estar no centro deste planejamento", diz Gurría.

A intenção do documento publicado é avaliar o desempenho dos sistemas educacionais de cada país como um todo. "No entanto, há um reconhecimento crescente de que muitas características importantes do desenvolvimento, funcionamento e impacto dos sistemas educacionais só podem ser avaliados por meio de uma compreensão dos resultados da aprendizagem e suas relações com os insumos e processos no nível de indivíduos e instituições", diz o relatório.

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