NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Relação com docentes da rede municipal 'está tranquila', diz Haddad

Prefeito de São Paulo descartou a possibilidade de greve; professores fizeram uma assembleia nesta quinta-feira

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2015 | 16h37

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse na manhã desta sexta-feira, 8, não acreditar que os professores da rede municipal de ensino entrem em greve. "Não vejo isso (possibilidade de greve). Acho que está tranquila a relação. O diálogo está bom", afirmou. 

Haddad disse que se reunirá na próxima semana com Gabriel Chalita, secretário municipal de Educação de São Paulo, para conversar sobre o assunto. 

Nesta quinta, o Estado informou que Prefeituras de São Paulo temem "contaminação" da greve de professores. O assunto foi discutido no fim do mês passado em reunião da Câmara Temática de Educação da Região Metropolitana de São Paulo - o órgão reúne secretários municipais e também o titular da pasta no Estado. A greve na rede estadual é a que mais preocupa. 


"Prefeitos de outras cidades esperam que a greve no Estado acabe logo, porque é evidente que começa a contaminar as outras redes", diz o secretário municipal de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, que preside a Câmara Temática.

Professores da rede municipal de ensino de São Paulo fizeram uma assembleia na frente da Prefeitura, no centro da capital, na tarde desta quinta-feira, 7. Os docentes disseram que não excluem a possibilidade de greve, mas que ela está adiada por ora. Uma nova assembleia foi marcada para o mesmo local no dia 15 de maio.

Eles discordam da proposta de aumento salarial de 10% no piso a partir de outubro, feita pela gestão do prefeito Fernando Haddad. Os professores querem reajuste de 25% já neste mês.

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) estimou entre 1,5 mil e 2 mil o número de pessoas que participaram do ato, enquanto a Polícia Militar contabilizou 400.

Histórico. Depois de enfrentar duas greves longas nos dois primeiros anos de mandato, a gestão Haddad apresentou proposta de aumento antes de haver um movimento grevista. Nos anos anteriores, a Prefeitura havia apostado que o pagamento de incorporações seriam suficientes.

A capital ofereceu 10% de aumento em forma de abono, a serem pagos em outubro e incorporados em 2017. A incorporação de 5,5% neste mês, conquistados após greve de 2014, está garantida, bem como outras duas no próximo ano. Claudio Fonseca, presidente do Sinpeem diz que negocia a proposta, mas discorda dela. "A incorporação deve ser até 2016, não no outro mandato."

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