Reitoria da USP chama PM para 'proteger' prédio no câmpus

Funcionários em greve prometem fechar edifício do Centro de Computação Eletrônica

Carlos Lordelo, Estadão.edu

28 Junho 2010 | 13h25

Viaturas da Polícia Militar estiveram na manhã desta segunda-feira na Cidade Universitária da USP a pedido da reitoria da instituição. Os soldados se concentraram na região da Escola Politécnica, onde fica o Centro de Computação Eletrônica (CCE). Servidores da universidade, em greve há 55 dias, prometem fechar mais este prédio para pressionar a reitoria pela reabertura das negociações.

 

Funcionários ocupam o prédio da reitoria desde o dia 8. Mesmo tendo obtido na Justiça um mandado de reintegração de posse, a reitoria da USP ainda não havia chamado a polícia.

 

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Segundo a assessoria de imprensa da PM, as viaturas foram mobilizadas porque cerca de 150 pessoas realizavam uma manifestação nesta manhã. O órgão não soube informar a quantidade de carros deslocada para o câmpus do Butantã.

 

A USP diz que vai divulgar nota sobre o episódio, mas adiantou ao Estadão.edu que a polícia foi chamada para "proteger" o prédio do CCE, que "cuida de toda a parte de sistemas da USP, tanto da parte administrativa quando da acadêmica".

 

O CCE é responsável pelo processamento de todas as informações da universidade, como a folha de pagamento dos funcionários e a matrícula dos alunos.

 

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De acordo com Anibal Cavali, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), cerca de dez viaturas da Força Tática chegaram à universidade por volta das 5 horas. "Não sei porque a polícia estava aqui hoje. O que já decidimos em assembleia é que, caso nossas expectativas não sejam atendidas na negociação de quarta-feira, vamos fechar o CCE", afirmou.

 

Uma nova rodada de negociações com representantes da reitoria da USP está marcada para esta quarta-feira, na sede do Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), na Rua Itapeva, região central de São Paulo. "De lá, viremos direto para o CCE para cercar o prédio e fazer piquete", disse Cavali.

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