Reitores propõem a grevistas reajuste em duas parcelas

O Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) apresentou nesta segunda-feira nova proposta de reajuste de 2% em maio e 2,14% em outubro sobre os salários dos professores e funcionários, em greve há dois meses. O Fórum das Seis, que congrega sindicatos de USP, Unicamp e Unesp, ainda está avaliando a proposta. A expectativa é que o reajuste seja aceito nas assembléias das categorias, marcadas para acontecer nos campi a partir desta terça-feira.Segundo a presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas (Adunicamp), Maria Aparecida Afonso Moysés, os reitores propuseram ainda manter a fórmula de repassar para os funcionários o valor referente ao excedente da arrecadação estadual deste ano, mas utilizá-la apenas em janeiro, descontando os índices aplicados em maio e outubro. O reajuste de 2% na data-base, em maio, e mais 2,14% em outubro seria reporia as perdas provocadas pela inflação de 4,18% medida nos últimos 12 meses, até a data-base, pela Fipe.Com a paralisação desde maio na USP, Unesp e Unicamp, alunos das unidades que aderiram à greve não conseguiram terminar as aulas do primeiro semestre. A direção das universidades já informou que o calendário escolar será modificado para a reposição dos dias perdidos, o que vai comprometer as férias de dezembro e janeiro.

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