Reitores mantêm reajuste zero a docentes e funcionários das estaduais

Categorias cruzaram os braços há mais de um mês; universidades já pediram aos deputados mais verbas para o ensino superior

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 19h44

SÃO PAULO - Após nova reunião entre o conselho de reitores e as entidades sindicais, foi mantida a proposta de congelamento de salários de docentes e servidores das universidades estaduais nesta quinta-feira, 3. As duas categorias estão em greve há mais de um mês na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A discussão do aumento de salários será retomada apenas em setembro, como o conselho de reitores já havia reforçado no mês passado. O órgão também concentrará esforços para conseguir na Assembleia Legislativa uma emenda que garanta mais verbas para o ensino superior público. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015 pode ser votada ainda nesta noite.

O conselho de reitores também pretende formalizar a criação de grupos de trabalho para discutir a isonomia entre as três instituições paulistas e a assistência estudantil. Outras propostas do conselho são disponibilizar as informações orçamentárias das universidades e debater as pautas específicas das instituições.

As entidades sindicais, porém, acreditam que isso fragmenta a mobilização. "Vamos discutir nossas demandas específicas só depois de tratar da pauta unificada", defendeu César Minto, professor da USP e coordenador do fórum das entidades. "Eles estão absolutamente intransigentes. Com certeza, vai aumentar a indignação das categorias", disse. Alunos das três universidades também apoiaram o movimento e cruzaram os braços.

O reitor da USP Marco Antonio Zago não participou da reunião, o que motivou críticas das entidades sindicais. Ele foi representado pelo vice, Vahan Agopyan. A grave situação financeira da USP, que gasta quase 105% de suas receitas com a folha de pagamento, foi o que mais pesou na decisão de congelar os salários, como o Estado revelou em maio.

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