Reitores mantêm congelamento de salários nas universidades paulistas

Docentes e funcionários farão assembleias nesta quarta para discutir a possibilidade de greve; reajuste será rediscutido só em setembro

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2014 | 12h33

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo ( Cruesp ) decidiu nesta quarta-feira, 21, manter a proposta de congelamento de salários para professores e funcionários. A medida,  divulgada na semana passada, desagradou as duas categorias, que fazem paralisações nesta quarta na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

As três instituições optaram pelo reajuste, mas foi a crise da USP, com 104% das receitas comprometidas com a folha de pagamento, que mais pesou na decisão de reajuste zero. Ao Estado, o reitor Marco Antonio Zago já havia sinalizado a manutenção do congelamento. "Acho justo cobrir a perda de inflação e entendo que tenham (as categorias de docentes e servidores) feito pressão', disse Zago após reunião do Conselho Universitário, órgão máximo da USP, nessa terça, 20. "Mas, do meu ponto de vista, a Universidade de São Paulo não pode dar reajuste salarial. Não há recursos".

Em nota nesta quarta-feira, o Cruesp reforçou que o alto nível de comprometimento das receitas das universidades com salários não permite aumentar as remunerações. Segundo o Conselho, a proposta de reajuste deve ser rediscutida em entre setembro e outubro, mas serão feitas reuniões mensais para acompanhar a situação financeira das instituições e o comportamento da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), fonte de recursos das estaduais paulistas.

"A postura do Cruesp foi intransigente", criticou o presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Ciro Correia. "O arrocho salarial não é resposta para a crise nas universidades, mas piora sua capacidade de trabalho", acrescentou. Professores e funcionários ainda farão assembleias setoriais e gerais nesta quarta-feira em câmpus das três instituições para discutir a possibilidade de greve.

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