SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Reitores das estaduais mantêm proposta de 7,21% de reajuste

Sindicatos querem 8,36%; no ano passado, docentes e funcionários fizeram uma greve conjunta após reitores tentarem congelar salários

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

25 Maio 2015 | 18h47

SÃO PAULO - O conselho de reitores das universidades estaduais paulistas mantiveram a proposta de 7,21%, em duas parcelas, aos professores e funcionários em reunião nesta segunda-feira, 25. Os sindicatos queriam 8,36% de aumento. 

A proposta fixa 4% de reajuste em maio e outro de 3,09% em outubro para as categorias na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). Segundo o comunicado do conselho de reitores, os próximos salários já serão pagos com o aumento. 

No ano passado, os reitores tentaram congelar os salários de docentes e técnicos. Em reação, as duas categorias fizeram uma greve conjunta que durou quase quatro meses.

O órgão de dirigentes ainda afirmou que vai fazer novo encontro com os sindicatos em setembro. Nova proposta de reajuste vai depender do comportamento da arrecadação estadual do Imposto sobre Comércio de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal fonte de receitas das universidades. 

Com o desaquecimento da economia, os repasses nos primeiros meses do ano têm ficado abaixo do estimado pelo governo estadual. A USP prevê déficit de R$ 1,13 bilhão em 2015. 

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