DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Reitores das estaduais de SP propõem reajuste salarial de 7,21%

Alunos, docentes e funcionários saíram em marcha nesta quinta por aumento de 11,6% e contra o 'desmonte das universidades' 

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

14 Maio 2015 | 16h04

Atualizada às 21h07

SÃO PAULO - Os reitores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresentaram no final da tarde nesta quinta-feira, 14, proposta de reajuste salarial de 7,21% a professores e funcionários, a ser pago 4% em maio e 3,21% em outubro. O plano será discutido com as categorias. Haverá nova reunião com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) no dia 25. 

Segundo o conselho, o reajuste proposto representa “grande esforço” para preservar o poder aquisitivo dos salários diante de um cenário econômico desfavorável, além do alto comprometimento orçamentário das instituições com a folha de pagamento. 

Para o coordenador do Fórum das Seis - entidade que representa sindicatos de professores e funcionários das universidades -, César Minto, a proposta está “muito abaixo” do desejado e não descartou uma greve. Funcionários, alunos e docentes protestaram na tarde de ontem na capital e chegaram a fechar a Avenida Paulista, no sentido Consolação. Eles pedem reajuste de 11,6%. 

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Protesto. Mais cedo, funcionários, alunos e professores das universidades estaduais paulistas fizeram um protesto na capital paulista, por reajuste salarial de 11,6% para servidores e docentes. O grupo também protestou contra o "desmonte das universidades", segundo nota enviada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). 

Os manifestantes - da USP, Unesp e Unicamp - se reuniram no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Por volta das 15h, eles bloquearam totalmente a Avenida Paulista, no sentido Consolação. Às 15h40, o bloqueio era total na Rua Itapeva. 

O grupo chegou ao Cruesp, onde foi realizada uma reunião entre os reitores das instituições de ensino e o Fórum das Seis. O protesto foi encerrado e a Rua Itapeva, liberada para o trânsito, após duas horas e meia de bloqueio.

Crise. As universidades estaduais têm grande parcela das verbas repassadas pelo Estado comprometida com a folha de pagamento. O montante foi de 92,96% na Unicamp, na média de janeiro a abril. 

O pior quadro é o da Universidade de São Paulo (USP), que teve comprometimento de 100,02% no último quadrimestre e recorre a suas reservas. O déficit previsto pela USP é de R$ 988 milhões, com um orçamento de R$ 4,8 bilhões. 

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