Reitora proíbe manifestações sem autorização prévia na PUC-SP

Também será necessário pedir permissão para organizar eventos públicos nos câmpus

Carlos Lordelo, do Estadão.edu,

15 Fevereiro 2013 | 20h49

A reitora da PUC-SP, Anna Cintra, proibiu a realização de "manifestações e eventos públicos" sem autorização prévia nos câmpus. O objetivo, segundo ela, é "não comprometer o desenvolvimento das atividades letivas e administrativas" da universidade. O ato foi publicado nesta sexta-feira, 15, e enviado por e-mail para toda a comunidade acadêmica.

 

Anna Cintra foi nomeada para a reitoria, em novembro, apesar de ter ficado em terceiro e último lugar na eleição da qual participaram alunos, funcionários e professores. A escolha do grão-chanceler da PUC-SP, o cardeal d. Odilo Scherer, revoltou parte da comunidade acadêmica, que fez greve no fim do semestre letivo.

 

A paralisação foi marcada por uma série de manifestações nos câmpus, sobretudo no maior deles, o de Perdizes, na zona oeste. Alunos em greve costumavam colocar som alto pela manhã, atrapalhando as aulas das turmas que não tinham aderido à mobilização contra a reitora.

 

Também é comum a realização de festas dentro da universidade. Como a unidade de Perdizes é aberta, em tese qualquer pessoa pode participar dos eventos à noite.

 

Em janeiro, Anna Cintra discutiu a segurança no câmpus e no entorno com representantes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar, além do subprefeito da Lapa e de membros dos Conselhos Comunitários de Segurança da Lapa e de Perdizes. Na pauta do encontro ganhou destaque a realização de festas na universidade.

 

A partir de agora, para organizar eventos públicos na PUC-SP será necessário pedir permissão à Pró-Reitoria de Cultura e Relações Comunitárias. O ato de Anna Cintra diz que "ficam sujeitas aos efeitos da lei quaisquer manifestações que configurem formas de intolerância ou ofensa à dignidade humana". Quem descumprir as novas normas poderá sofrer medidas administrativas.

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