Reitora da PUC-SP convoca reunião extraordinária junto ao Conselho Universitário

Alunos planejam 'mobilização pacífica', ato deve ocorrer na manhã desta terça-feira, em frente aos acessos do câmpus de Perdizes

Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

11 Dezembro 2012 | 02h26

Os alunos grevistas da PUC-SP planejam uma 'mobilização pacífica' na manhã desta terça-feira, 11, como forma de protesto à sessão extraordinária do Conselho Universitário (Consun) convocada pela nova reitora Anna Cintra. A mobilização deve ocorrer por volta das 8h30, horário previsto para o início da reunião, no câmpus de Perdizes.

Na última sexta-feira, 7, os conselheiros receberam um comunicado da reitoria via e-mail, convidando-os para uma sessão extraordinária. Na última reunião do conselho, ocorrida em 28 de novembro, um novo encontro já havia sido agendado para esta quarta-feira, 12. Nesta reunião, a nova reitora deveria prestar esclarecimentos quanto ao suposto "desrespeito à tradição democrática" na PUC-SP.

De acordo com a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da universidade, o encontro do dia 12 foi antecipado. Na ordem da reunião, no entanto, estão descritos como temas a serem discutidos a previsão orçamentária para o ano de 2013 e "outros assuntos". Os alunos temem que Anna não se posicione diante da comunidade no que diz respeito à sua escolha para o cargo. "Ela fingiu que nada está acontecendo e simplesmente convocou uma reunião do conselho, onde serão discutidos assuntos normais à rotina da faculdade", diz uma aluna, que preferiu não se identificar. Segundo a Fundasp, assuntos acadêmicos e de interesse da instituição serão temas de debate na sessão.

Na noite desta segunda, 10, os alunos da universidade se reuniram em assembleia para organizar o ato de protesto. Segundo os estudantes, Anna Cintra não deve comparecer à reunião, sendo possivelmente representada pelo professor José Eduardo Martinez, seu vice-reitor. Os alunos planejam deitar-se em frente aos acessos da universidade, impedindo assim a entrada dos conselheiros no prédio. "Será uma mobilização pacífica que visa inviabilizar essa reunião, uma vez que não reconhecemos Anna Cintra como nossa reitora", diz outro aluno, que também pediu para ter a sua identidade preservada.

Crise

As regras para a escolha do reitor na PUC-SP preveem eleição em que alunos, funcionários e professores votam. Uma lista tríplice segue para o cardeal d. Odilo Scherer, grão-chanceler da universidade, que tem a prerrogativa de selecionar um dos nomes. Tradicionalmente, o primeiro colocado é o escolhido. A nomeação de Anna, em 12 de novembro, entretanto, abriu uma crise na instituição, com alegações de parte da comunidade acadêmica de que a decisão de d. Odilo feriu a “democracia”.

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