Reitor da UFRJ defende exame, apesar de falhas

Chefe da instituição afirma que não desistirá de usar o Enem para 60% das vagas

Glauber Gonçalves - RIO,

16 Novembro 2010 | 10h24

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) não desistirá de usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para preencher 60% das vagas de graduação, afirmou ontem o reitor da instituição, Aloísio Teixeira. Os candidatos que optaram por tentar o ingresso por meio do vestibular fizeram ontem as provas da primeira etapa, para concorrer a 40% das 9 mil vagas, com índice de abstenção de 36%.

“Não era para ter havido erro, mas o Enem é um êxito, um passo à frente para democratizar o acesso à educação superior”, afirmou Teixeira ao manifestar apoio ao exame. Das vagas destinadas aos candidatos que fizeram o Enem, a UFRJ reserva 20% para estudantes de escolas estaduais e municipais do Rio.

O reitor defendeu que, no futuro, o ingresso nas instituições de ensino superior seja feito exclusivamente pelo Enem. “A pior coisa é que no Brasil apenas 13% dos jovens entra na universidade. Se não democratizarmos os mecanismos que dificultam o acesso e o vestibular é um deles não vamos avançar. As universidades federais estão empenhadas e não vamos abrir mão disso.

Teixeira, porém, admitiu que pode haver atraso no início das aulas se a Justiça determinar que todas as provas sejam refeitas. A segunda fase será realizada no dia 21 deste mês e o resultado final, divulgado em 14 de janeiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.