Reitor da PUC oferece depósito para invasores de Ouvidoria

Espaço cedido a alunos fica próximo à quadra esportiva; estudantes decidirão em assembleia se o aceitam

Estadão.edu,

19 Abril 2012 | 19h39

SÃO PAULO - O Reitor da PUC-SP, Dirceu de Mello, e a diretora do câmpus Perdizes Márcia Alvim se reuniram na tarde desta quinta-feira com os alunos dos cursos de Jornalismo e Comunicação e Multimeios que ocupavam desde segunda-feira a sala da Ouvidoria da universidade. Foi oferecido aos estudantes, que reivindicam um espaço para o C.A. Benevides Paixão, uma sala próxima à quadra esportiva.

 

Segundo a comissão de comunicação do “Benê Ocupado”, a sala oferecida tem cerca de dez metros quadrados e era usada até então como depósito de materiais esportivos. A reitoria se propôs a reformar a sala, pintá-la e colocar uma cobertura na entrada para aumentar o espaço de convivência. Segundo a assessoria de imprensa da PUC, a intenção é entregar um local que seja adequado para os alunos.

 

Os estudantes decidirão em três assembleias, nesta quinta à noite e na sexta de manhã e à tarde, se aceitarão a proposta da reitoria. Segundo eles, a maior preocupação é quanto ao prazo para realizar as reformas. Os representantes dos alunos afirmaram ainda que grande parte dos presentes gostou do local oferecido, mas a desocupação da Ouvidoria só ocorrerá depois da decisão final das assembleias.    

 

O "Benê" está desalojado desde o anúncio da demolição da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes (Faficla), em junho do ano passado. As obras, porém, ainda não começaram.

 

Além de ocupar a Ouvidoria, os universitários também espalharam cartazes pelo câmpus para cobrar providências da reitoria e cercaram com fita isolante algumas áreas da PUC, como a cruz do tradicional Pátio da Cruz. Um cartaz na base do monumento pede "Occupy All Streets", em alusão ao movimento Occupy Wall Street.

 

Nesta quinta, pela manhã, os estudantes fizeram um apitaço em frente à reitoria e estenderam um cartaz dizendo: "Deus fez o mundo em 6 dias, e em 8 meses, a PUC não fez nada".

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