Reinach fala sobre necessidade de estudar continuamente em debate do Estadão.edu

Encerrado nesta sexta, ciclo de debates convidou personalidades a refletirem sobre formação acadêmica e profissional

Estadão.edu

18 Junho 2010 | 20h07

 

 

Fernando Reinach graduou-se em Biologia e já ocupou o cargo de diretor de Novos Negócios do Grupo Votorantim. Foi sobre essa trajetória incomum que ele falou nesta sexta-feira, no último dia do ciclo de debates do suplemento de educação Estadão.edu, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

 

"As coisas que ocorreram na minha vida são aparentemente desconectadas, mas, no fundo, guardam uma certa lógica", disse ele, que assina coluna semanal às quintas-feiras sobre ciência no caderno Vida, do Estado. Numa conversa descontraída, Reinach contou de sua formação acadêmica e profissional à plateia presente no Teatro Eva Herz.

 

Ele entrou na USP em 1974, "numa época em que só havia dois empregos possíveis para o formado em Biologia: professor de ensino médio ou de superior". "A faculdade era um tédio e, para aguentar, entrei no programa de iniciação científica logo no segundo ano." Trabalhou como técnico em microscopia eletrônica e se destacou na função.

 

Reinach não parou de estudar, mesmo depois de ter concluído a graduação e o mestrado na USP. Fez doutorado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e pós-doutorado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

 

De volta ao Brasil no início dos anos 1990, foi aprovado em concurso para professor da USP. Foi sócio da primeira empresa especializada em teste de DNA e participou da pesquisa pioneira do genoma no País. Também assumiu o cargo na direção da Votorantim.

 

A partir dessa carreira de sucesso no meio acadêmico e corporativo, Reinach criticou o descompasso que existe entre o que se ensina na escola e o que efetivamente se usa na “vida real”. “As coisas mais úteis que você precisa fazer no cotidiano não são ensinadas na escola. Quantas pessoas calculam raiz quadrada em seu dia a dia?”, questionou.

 

Além de alertar para a necessidade de manter um programa de estudos contínuo, ele mandou um recado aos jovens - “Vocês têm de ousar" - e lembrou que, hoje em dia, é cada vez maior o número de pessoas que trabalham em áreas completamente diversas de sua formação inicial. "Por isso, não há necessidade de ficar ansioso com a faculdade. É só o começo."

 

O evento

 

Inspirado na seção Coisas Que Eu Queria Saber aos 21, do Estadão.edu, o ciclo de debates marcou a 2.ª edição do Encontros Estadão & Cultura. O evento, encerrado nesta sexta-feira, começou na quarta com o debate entre o economista Eduardo Giannetti da Fonseca e a consultora de gastronomia Ana Soares. Na quinta, participaram o escritor Milton Hatoum e a executiva Denise Damiani.

 

Eduardo Giannetti e Ana Soares abrem ciclo de debates do Estadão.edu

 

Assista, na TV Estadão, como foi o primeiro dia do ciclo de debates

 

Milton Hatoum e Denise Damiani falam sobre formação em debate do Estadão.edu

 

Assista, na TV Estadão, como foi o segundo dia do ciclo de debates

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