'Reforma no ensino médio deve considerar meios digitais'

É o que defende a Federação Nacional das Escolas Particulares; Câmara discute mudanças

Agência Brasil,

13 Março 2013 | 21h23

Uma reforma no ensino médio deve levar em consideração os meios digitais, defendeu nesta terça-feira, 12, a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios. Em audiência pública na Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio da Câmara dos Deputados, Amábile disse que a etapa do ensino médio precisa de “uma mudança muito radical para o qual o País, nem na escola pública e nem na particular, está preparado”. A mudança envolve uma aprendizagem aberta, com integração de conteúdos, intermediada pela tecnologia.

 

A comissão especial foi criada em maio do ano passado com o objetivo de apresentar uma proposta de alteração da legislação atual até o final deste ano. Além das audiências, a comissão deve agendar seminários a nível estadual e nacional. Ontem foi discutido o ensino privado. O segmento representa 15% das matrículas em ensino médio no País, de acordo com dados da Fenep.

 

Segundo Amábile, a preocupação não deve ser apenas com a integração das disciplinas – discutida em 1996 para a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, já disponíveis para a adoção pelas escolas  -  mas uma maior integração com os conteúdos digitais. As tecnologias “mudam a função dos professores”. “O aluno está com o conhecimento nas mãos, sem barreiras. E na internet, as disciplinas são integradas”, disse.

 

Para a deputada Professora Dorinha Seabra (DEM), a reestruturação dessa etapa do ensino está ligada à formação dos professores. “O retalhamento do currículo é algo presente na formação do professor”, afirmou. “Nas universidades eles aprendem pouco do que vão aplicar em sala de aula. É possível constatar que muitas vezes os conteúdos que os alunos não sabem não são dominados pelos professores.”

 

Segundo o Censo da Educação Básica de 2011, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), mais de 8,4 milhões de estudantes estão matriculados no ensino médio público ou privado.

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