GABRIELA BILO / ESTADAO
GABRIELA BILO / ESTADAO

Rede estadual de SP lidera Ideb, mas não bate meta no ensino médio

Índice mede desempenho dos alunos em provas de Português e Matemática; no ensino médio, número no Estado ficou em 3,9 - objetivo era de 4,3

Luiz Fernando Toledo e Marianna Holanda, O Estado de S. Paulo

08 Setembro 2016 | 18h11
Atualizado 08 Setembro 2016 | 22h29

SÃO PAULO - As escolas da rede estadual paulista registraram melhora na nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino médio, mas não atingiram a meta estipulada para 2015. O Estado subiu de segundo para primeiro lugar no ranking nacional desta fase, empatado com Pernambuco. A nota oscilou de 3,7, em 2013, para 3,9. A rede é a maior do País, com 5,3 mil escolas e 4 milhões de alunos.

Também houve melhora na rede estadual nas duas etapas do ensino fundamental. Nos anos iniciais (do 1.º ao 5.º ano), houve o maior salto: de 5,7 para 6,4, única fase a superar a meta estipulada (5,8). Nos anos finais, o aumento na nota é menor: subiu de 4,4 para 4,7, aquém da média esperada (5).

A melhoria no desempenho é um alívio para o governo do Estado que, em 2013, viu a nota do ensino médio cair e ficar estagnada nos anos finais do ensino fundamental. No ano passado, o governo do Estado tentou realizar uma “reorganização” de sua rede, com a proposta de fechar 94 escolas e transferir cerca de 300 mil alunos. O objetivo era transformar as unidades para que oferecessem ciclo único e melhorar o desempenho.

Após uma série de protestos, ocupação de escolas e queda na popularidade, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) precisou recuar da medida e demitir o secretário Herman Voorwald, substituído em janeiro deste ano por José Renato Nalini. 

Copo meio cheio. Nesta quinta, Nalini minimizou o fato de o Estado não ter atingido as metas esperadas nas duas últimas etapas da educação básica. “Sempre é mais edificante olhar o copo meio cheio que o copo meio vazio. Isso não quer dizer que nós não tenhamos de aprimorar nosso sistema, investir bastante em todas aquelas estratégias que São Paulo tem e que vem funcionando há vários anos, a despeito das dificuldades políticas, financeiras e econômicas. A rede melhorou.” Ele ainda voltou a dizer que, para melhorar os índices educacionais, é preciso haver maior envolvimento da sociedade. A escola, na sua avaliação, deve tornar-se “centro de convergência de todos os interesses da sociedade”.

Para a superintendente do Centro de Estudos e pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Anna Helena Altenfelder, a quase estagnação no ensino médio é consequência do “esquecimento” dos anos finais do fundamental. “O investimento em pesquisas é menor, as políticas específicas ainda são muito incipientes. Se quisermos aumentar os resultados do ensino médio, precisamos preparar alunos.”

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