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Redação no Enem: mais do que escrita, prova de leitura

Professores dão dicas de como alunos podem escrever textos nota 1.000

Luiza Pollo - Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2016 | 08h57

Na reta final dos estudos já não adianta correr atrás de acumular conhecimentos gerais nem dá tempo de aprender a escrever um bom texto. Mas entender a proposta da prova redação, manter-se informado e treinar a escrita com o cronômetro rodando são essenciais para ficar mais à vontade no dia do exame.

Sérgio Paganin, coordenador de redação do Curso Anglo, explica que praticar só gramática e estrutura textual não é suficiente para o Enem. “Antes mesmo de ser uma prova de escrita, é uma prova de leitura. Não apenas dos textos que compõem a proposta, mas de tudo o que foi lido durante a vida escolar.”

Uma coisa é certa: o candidato vai precisar escrever uma dissertação argumentativa e apresentar uma proposta de intervenção. Mariana Yuri, de 20 anos, aluna do Curso Anglo, afirma que se sente segura com a estrutura do texto, mas tem dificuldade de ser sucinta e apresentar uma proposta mais concreta na conclusão. Ela está no terceiro ano de cursinho e quer estudar Medicina em universidade pública. “A redação não é um grande problema para mim no Enem, mas, quando recebi o espelho nos anos anteriores, percebi que vem uma crítica direcionada na proposta de intervenção.”

Estar a par dos temas atuais é a primeira dica de Paganin. “Esse tipo de repertório é importante para dar dimensão para o que acontece no mundo em que se vive”, explica o coordenador do Anglo. Mariana faz a lição de casa. “Tento sempre ler revistas, jornais e também me informar pela internet, além das aulas.”

Paganin ressalta que a leitura de notícias é importante, e alguns gêneros, como o editorial, podem ajudar a construir uma boa argumentação. Segundo ele, o candidato pode sair ganhando ao ler textos que defendem ideias contrárias às suas convicções.

Visão ampla. Outro ponto importante, mas um pouco mais difícil de treinar em apenas um mês, é o conhecimento geral. A soma de todas as leituras, gostos pessoais – música, artes, filmes, entre outros – e até mesmo do que foi aprendido durante a vida escolar resulta em uma bagagem importante para quem escreve uma redação no Enem, afirma Paganin.

Mas não adianta ter bons argumentos e uma bagagem de conhecimento invejável sem dominar a estrutura do texto dissertativo argumentativo. Segundo o coordenador, a um mês da prova, o melhor é estudar bons exemplos. “Uma das formas mais tranquilas de o candidato aprender é reler redações nota 1.000 e prestar atenção na estrutura do texto, em como o pensamento foi apresentado.”

Para os estudantes que ainda não dominam a técnica, professores também sugerem que copiem textos bem estruturados para estudar. Citam como exemplo os editoriais de jornal, que costumam ser boas dissertações argumentativas. O candidato deve prestar atenção em como o texto foi escrito, no vocabulário empregado e nos elementos de conexão para ligar frases, ideias e parágrafos. O aluno deve se questionar de que forma os argumentos se complementam.

Os professores lembram que é preciso treinar a escrita com frequência, sempre cronometrando o tempo. Maria Aparecida Custódio, professora de Redação do Objetivo, sugere que os candidatos que têm dificuldades com a estrutura do texto façam pelo menos três cópias de editoriais de jornal e um original por semana.

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