Rankings de MBA devem ser usados com critério, dizem especialistas

Grupo de instituições se repete nos rankings mais confiáveis

Julio Meira, Especial para o Estadão.edu

23 Novembro 2009 | 23h49

A excessiva quantidade de rankings de MBA e escolas de negócios, mundo afora, cria grandes dificuldades para os seus potenciais alunos na hora de escolher um curso compatível com os seus interesses e possibilidades financeiras, segundo especialistas. Enfrentar esse quadro complicado de listas e avaliações é, para o consultor Ricardo Betti, o primeiro desafio encontrado pelos potenciais interessados no almejado grau do "Master of Business Administration". Pioneiro brasileiro numa atividade hoje conhecida como "admissions consultancy", Betti é um especialista que há mais de 20 anos orienta candidatos ao ingresso em programas de pós-graduação, com exames de admissão exigentes. A profissão dos consultores de admissão vem crescendo com a proliferação dos rankings e a oferta de cursos. Os profissionais já criaram sua associação internacional, organizam um congresso anual e vêm definindo suas práticas de atuação, com debates sobre ética e princípios profissionais.  Veja mais:Veja os oito melhores rankings de MBA do mundoBrasileiras no topoO ranking do especialista O momento certo para cada tipo de MBA  O site da associação, a AIGAC (Association of International Graduate Admissions Consultants), estampa em sua página inicial um bom resumo do trabalho: "Líderes de negócio frequentemente se cercam de hábeis conselheiros na tomada das melhores decisões. As decisões são em última instância suas, mas o processo de troca de ideias e debate de problemas é extremamente valioso. O mesmo é verdade para processos de admissão, nos quais candidatos precisam de orientação para explorar opções de carreira, identificar programas apropriados e na determinar o melhor caminho para as suas inscrições".  Para Betti, apesar da diversidade de rankings e do número de escolas listadas, "há um grupo de 20 instituições invariavelmente bem posicionadas em qualquer ranking consistente". "O melhor é ficar de olho nelas", aconselha. "Trocam de lugar entre si, mas estão sempre lá." Outro especialista, Newton Costa, concorda com a opinião de Betti. "O bom é olhar vários rankings e ver se uma escola está lá, entre as 20 melhores". Costa pertence ao conselho de admissões do IE, escola espanhola que vem surpreendendo pelas boas colocações conquistadas em diversas listas recentes. "Boas posições nos rankings atraem melhores alunos. Cria-se para as escolas um círculo virtuoso de crescente qualidade educacional", frisa ele.  

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