Racha entre estudantes provoca impasse sobre desocupação de escolas

Reunião de alunos nesta sexta terminou sem acordo; estudantes que mantêm ocupações querem cancelamento total de projeto

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2015 | 22h55

Embora tivessem prometido desocupar as 52 escolas da rede estadual ainda nesta sexta-feira, 18, um racha entre os estudantes gerou um impasse no movimento estudantil e manteve as unidades tomadas. Foi convocada nesta sexta uma reunião de última hora entre os representantes das escolas que seguem ocupadas após mais de um mês contra a reorganização do ensino em São Paulo, mas o encontro terminou sem acordo. 

A assembleia dos alunos começou por volta das 9h, mas seguiu sem definições até as 17h. Parte dos alunos queria desocupar os prédios, conforme havia sido publicado nas redes sociais pelo Comando das Escolas Ocupadas, grupo que se diz "único porta-voz" dos estudantes, mas outros colégios, como o Alves Cruz, na zona oeste, desejavam manter as ocupações.

A reorganização da rede estadual foi anunciada em setembro e previa o fechamento de 93 escolas e a mudança de parte das unidades para atender somente um ciclo(ensino fundamental anos inicias, anos finais ou ensino médio), causando a transferência de 311 mil alunos. 

O processo foi suspenso por Alckmin após uma série de protestos e a ocupação de 196 escolas. A promessa do governador é retomar o debate sobre o tema no ano que vem para implementar a proposta em 2017. 

Os alunos que continuam ocupando os colégios, no entanto, dizem que querem o "cancelamento total" da reorganização. Até a noite desta sexta, somente duas escolas haviam confirmado desocupações: Comendador Vianello Gregório, na zona sul da capital, e escola Heloísa Assumpção, em Osasco, na região metropolitana.

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